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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quarta Semana de Outubro

Questões étnicas raciais

Relembrando as aprendizagens referentes a Interdisciplina de Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História (eixo VI) quero ressaltar uma atividade muito interessante que desenvolvi neste semestre: uma entrevista com três alunos afro-descendentes de uma escola pública e estadual. A pergunta desencadeadora visava identificar como tais crianças se auto-identificavam do ponto de vista étnico racial.
Escolhi três crianças que eu considerava afro-descendentes para participarem da entrevista. Surpreendi-me quando constatei que duas destas crianças se auto-identificaram como sendo de cor branca, o que em minha opinião caracteriza o que Marilene Leal Paré em seu texto: Auto-imagem e Auto-estima na Criança Negra: um olhar sobre o seu – Desempenho escolar, designa como parte de comportamentos advindos da “vergonha de ser negro”, são os sentimentos descritos pela autora originários da descriminação (segunda grande essência).
Para que isso não ocorra é necessário que nós professores tenhamos atenção especial para com estas crianças, pois, é dentro da escola que as crianças estabelecem grande parte de suas interações sociais, convivendo com indivíduos de diferentes núcleos. É fundamental compreendermos a escola como uma importante instituição responsável pela sociabilidade da criança, um ambiente onde cada uma possa entender-se como parte integrante e importante na diversidade cultural de nosso país.
Terceira Semana de outubro
Ser Adulto

Revisitando algumas atividades e textos propostos pela Interdisciplina Psicologia da Vida Adulta (eixo V) lembrei-me da época em que eu era criança e tinha como maior sonho: tornar-se adulta.
O tempo passa e quando nos tornamos adultos freqüentemente utilizamos a expressão: “tempo bom é o tempo de criança ou como eu queria voltar a ser criança!”. Em meu ponto de vista, este modo de pensar de muitos adultos além de trazer velhas e boas recordações da infância é também uma “tentativa de fuga” do que nos caracteriza como pessoas adultas: a responsabilidade.
Para ser adulto não basta ter idade, é preciso ter maturidade suficiente para estabelecer relações equilibradas consigo mesmo, com o outro e com o mundo, tornando-se assim, uma pessoa responsável sobre seus próprios atos.
Acredito que nós enquanto adultos como as crianças também estamos em constante processo de aprendizagem. Nossas experiências diárias através da interação com o meio onde vivemos nos possibilita o crescimento, o amadurecimento e conseqüentemente a responsabilidade. Cada fase da vida tem seu esplendor, não devemos lamentar o dia de hoje querendo voltar a infância, por exemplo, quisera que todas as pessoas tivessem a oportunidade de passar por todas as fases da vida e chegar a velhice com a mente jovem, afinal, o que nos envelhece não são o anos que vivemos e sim o modo como encaramos a vida.
Ser adulto é ser responsável pelas próprias escolhas, e são elas que nos levam a alegria de viver, independentemente da fase de vida que nos encontramos!


sexta-feira, 8 de outubro de 2010


Segunda Semana de Outubro


Política, algo que todos nós consciente ou inconscientemente praticamos



Relendo algumas atividades propostas pela Interdisciplina Organização e gestão da Educação (Eixo V) recordei-me de alguns conhecimentos que adquiri sobre o ato de fazer política.
Pensava que o ato de “fazer política” pertencia apenas às pessoas que considerava como “políticas”, ou seja, aquelas que executam algum cargo administrativo ou sobem aos palcos para fazerem suas promessas e pedidos de votos. Sob este prisma, não me considerava uma pessoa “política”.
Aos poucos durante o semestre pude mudar minha concepção de política e a entender como ato que faz parte de minha vida cotidiana. Por exemplo: o papel de docente que desenvolvo, procurando ser uma pessoa crítica, comprometida com a transformação da realidade em que vivemos me torna uma pessoa política. O comprometimento, o envolvimento com a realidade nos torna seres políticos!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Primeira Semana de outubro

Matemática não é bicho papão!

Relembrando as atividades propostas no IV eixo da Interdisciplina de matemática encontrei uma postagem que me possibilitou refletir sobre minha infância. Sempre tive boas notas em matemática, mas lembro que vários de meus colegas encontravam muitas dificuldades e me pediam ajuda ou cola nas provas.
Penso que o bom desempenho nesta disciplina foi construído pelas brincadeiras que realizava. Adorava contar bonecas, organizar por ordem de tamanho ou cor todos os meus brinquedos. Além disso, brincava muito com instrumentos de trabalho de meus pais, como fita métrica, nível, balança e jarras contendo medidas na qual usava para medir os ingredientes dos bolos de areia que fazia. Também amava contar moedas, tinha uma lata cheia de moedas antigas e questionava minha mãe sobre os valores delas, contava-as e recontava-as várias vezes.
Penso que por gostar tanto de brincadeiras que envolvessem números, adições, seriação e classificação tenha tido um bom desempenho na disciplina de matemática logo nas séries iniciais. Infelizmente, alguns de meus colegas de classe não tiveram o mesmo desempenho. E então me questiono: - Por que meus professores aplicavam as mesmas atividades para todos os alunos se estes tinham experiências de vida (bagagem cultural) tão distintas?Talvez isto explique o “fracasso na matemática” considerada por muitos como o bicho papão da escola...
Lembro-me também dos problemas matemáticos, resolvia-os com facilidade, mas não gostava de seus enunciados, geralmente falavam de uma pessoa (que eu não conhecia), de um lugar (que não me interessava) e claro vinha acompanhado de uma pergunta (questionava-me: pra que responder isso?), diante disso o problema realmente se tornava um problema e não um desafio, algo interessante que eu tivesse curiosidade em descobrir por fazer parte de meu cotidiano ou de algo que realmente me interessa-se de verdade.
Pensando nos acontecimentos relatados acima procuro desenvolver a matemática em minha sala de aula de forma mais prazerosa e ligada ao cotidiano de cada criança, por exemplo, através de brincadeiras, de receitas de alimentos, de desafios matemáticos que envolvam situações concretas e também o suo do material concreto. Assim, essa disciplina deixa de ser o bicho-papão da escola para tornar-se um prazer, um brincar que prepara as crianças para resolver situações encontradas no cotidiano.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Quarta Semana de Setembro

Brincar é coisa séria (Tânea Ramos Fortuna)

Revisitando a Interdisciplina Ludicidade e Educação (eixo III) retomei um conhecimento adquirido durante este curso que considero muito importante e que faz parte de meu dia a dia enquanto professora.
Segundo a psicopedagoga Tânea Ramos Fortuna o indivíduo que brinca estabelece uma conexão, ou seja, uma relação consigo mesmo e com o mundo que o cerca oportunizando dessa forma uma experiência significativa, levando-o assim a construir sua própria identidade, sua aprendizagem interagindo com o meio onde vive de forma lúdica, prazerosa.
Me questionei a respeito do tempo que tenho oportunizado aos meus alunos para o brincar, o faz de conta e percebi que hoje reservo um tempo muito maior e dou mais importância ao ato de brincar, do que antes de iniciar minha caminhada no PEAD. Este fato reflete o meu entendimento sobre a importância do brincar para a criança, pois é brincando que ela constrói seu conhecimento envolvendo de maneira prazerosa e inesquecível.
Mas, e nós adultos ainda brincamos? Segundo Tânea Ramos Fortuna a extensão do brincar se manifesta em nos adultos através do bom humor, da criatividade, do brincar trabalhando. Brincar em meu ponto de vista não significa irresponsabilidade ou infantilidade, e sim, uma forma de encarar os acontecimentos da vida de forma mais agradável, bem humorada e séria.
Terceira semana de setembro

Contos de fada

Ao retomar a interdisciplina de Literatura Infantil e Aprendizagem (eixo III), resolvi relembrar minhas reflexões a cerca dos contos de fada na literatura infantil, por considerar estes uma grande fonte de prazer e ludicidade na sala de aula.
Entretanto até a leitura do capitulo 7 do livro: Como e por que Ler os Clássicos Universais Desde Cedo, de Ana Maria Machado me sentia angustiada ao levar clássicos infantis para sala de aula pensando que estes já eram histórias ultrapassadas e que talvez as crianças de hoje não se interessam tanto por histórias criadas em outros tempos.
Preocupava-me também em contextualizar os contos, transpondo-os para a realidade cotidiana das crianças. Mas, os questionamentos de Ana Maria Machado proporcionaram-me refletir e relembrar algumas perguntas que já havia me feito há algum tempo sobre contos de fada, como por exemplo: não é absurdo contar histórias cheias de reis, rainhas, príncipes, princesas, como se fosse desejável ser nobre e morar em palácios, esquecendo as favelas, as casas populares e os sem-teto que nem ao menos tem um lugar para viver? Será que estas narrativas não são muito bobinhas e antigas para as crianças de hoje, muito mais sofisticadas intelectualmente e mais informadas, em plena era dos computadores? Não é anti-ecológico apresentar o lobo como um vilão, já que se trata de uma espécie de animal ameaçada e que precisa ser protegida?
Algumas destas perguntas já faziam parte de meu dia a dia, e continuavam sem respostas... No entanto o texto lido me fez entender que os contos de fada não precisam estar de acordo com a realidade cotidiana das crianças, nem tão pouco servirem de “lições de moral”, eles existem para abrir portas ao universo lúdico das crianças, para propiciar o prazer da leitura.
Mas, para que isso aconteça é fundamental que o professor conheça a história antes de contá-la (pois, ler uma história é diferente de contar uma história) e que acredite nela, não se importando com fronteiras entre o imaginário e o real, afinal os contos existem para propiciarem ao leitor ou ouvinte uma viagem ao mundo lúdico, onde novas experiências nunca imaginadas ou vividas possam acontecer!
Observo que depois de ter realizado estas reflexões me sinto segura ao contar um conto de fada aos meus alunos e que esta “segurança” de certa forma é transmitida para as crianças, pois elas ouvem os contos sem se importarem com a “vovó que sai viva de dentro da barriga do lobo”, porque embarcam em uma viagem onde tudo é possível...


Referência bibliográfica:
Como e por que Ler os Clássicos Universais Desde Cedo, de Ana Maria Machado
Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, 145 pp.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Segunda semana de setembro

Socializando idéias


Como aprendizagem significativa do Eixo II escolhi uma atividade do Seminário Integrador II onde deveríamos fazer a descrição da cena assistida do filme: O Encouraçado Potemkim.
O fato foi muito marcante, pois me lembro do momento em que alguns colegas leram em aula presencial suas descrições. Eram relatos que se diferenciavam bastante do meu, tudo ainda era novo, estávamos apenas no segundo semestre, senti muito medo de ler minha descrição perante os colegas e acabei não lendo...
Mas, o que aprendi nesta aula me ajudou não só nesta caminhada no PEAD, mas também em minha vida pessoal:
É preciso não ter medo de expor o que estou pensando, é necessário socializar minhas idéias, confrontá-las com o pensamento de outras pessoas que olham sob pontos de vista diferentes. Não é preciso aceitar a idéia do outro, mas é fundamental respeitar. E se eu quiser tentar convencer alguém de que “estou certa” usar “argumentação” é essencial. Penso que na vida é assim: ou usamos argumentos e convencemos ou somos convencidos por argumentos que se mostraram melhores que os nossos.
Esta reflexão certamente tem algo em comum com meu TCC, pois nele vou defender meu ponto de vista sobre realidade do aluno confrontando-a com as idéias de outro autor. E obviamente se eu “defendo” não posso ter “medo” de expor minhas idéias, meus argumentos para tentar convencer o leitor de que tenho motivos para pensar de tal forma.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

1° semana de setembro

Lembranças

Rememorando as atividades do eixo I não poderia deixar passar em branco a primeira postagem que realizei em meu blog em agosto de 2006:
“Adorei a primeira semana de aula, apesar de estar um pouco preocupada e muito insegura! Tenho que admitir que para quem não tem prática em computação o início é um pouco difícil, mas acredito que com otimismo e perseverança nada é impossível!”
“Perseverança”: talvez neste dia em que realizei esta postagem não sabia ao certo o valor desta palavra, não sabia o quanto ela seria importante na minha caminhada neste curso. Falo agora de minha realidade de aluna, enfrentei muitos desafios como não saber nem ao menos digitar um texto, para escrever este pequeno trecho citado acima fiquei horas no pólo... Também enfrentei semestres inteiros sem computador em casa, sem internet, indo ao pólo praticamente todos os dias, mesmo àqueles de chuva e frio em que eu chegava molhada e cansada. Felizmente tudo melhorou, eu cresci muito durante estes semestres e tenho certeza que devo tudo isso aos meus professores, tutores e a minha perseverança, a vontade de conquistar meus objetivos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Realidade do aluno
Em busca de um novo olhar


Escolhi como tema de meu TCC a realidade do aluno, pois, durante meu estágio surgiram várias situações me levaram a refletir sobre o que realmente é realidade do aluno.
Inicialmente pensei em estudar o conceito de realidade do aluno, mas iniciadas as pesquisas percebi que o tema é bastante escasso em artigos ou livros. Estou encontrando muitas dificuldades nesta busca. Portanto, como me sugeriu a professora Juliana Machado, vou pesquisar separadamente o tema realidade, aluno e também quem sabe um breve estudo sobre PAs já que os exemplos retirados do estágio e que fundamentarão minhas afirmações são advindos do trabalho com Projetos de Aprendizagem.
Observo que tinha uma visão bastante simples e incompleta do que é realidade do aluno, um dos motivos, acredito que por ter lido vários textos que exploravam a realidade do aluno caracterizando-a como o ambiente sócio-cultural onde o mesmo está inserido, como por exemplo, na descrição que fiz no início do estágio falando sobre o contexto social onde estavam inseridos meus alunos.
Hoje após minhas experiências de estágio tenho a seguinte idéia relacionada a realidade do aluno:


Espero confirmar estas idéias durante meus estudos do TCC, caso contrário serei “vencida” pelos argumentos de autores na qual estudarei, o que certamente me levará a muitas outras descobertas e questionamentos sobre minha prática pedagógica e minha concepção de realidade do aluno.

domingo, 20 de junho de 2010

Décima semana


Projetos de Aprendizagem...


Mais uma etapa de nosso curso foi concluída. Finalizando meu estágio, optei por fazer esta pequena reflexão.
Como encerramento das atividades realizamos na escola, uma feira de conhecimentos aberta a toda a comunidade envolvendo os trabalhos com PAs.
Foi a primeira feira que a escola realizou... Talvez, teria sido mais “rico” ainda se tivéssemos envolvido também outras escolas, convidando-as para visitarem nossa escola, mas grandes progressos se constituem aos poucos...
Nesta feira conversei com as mães que vieram prestigiar nossa feira. Foi durante pouco tempo mas, seus relatos destacaram principalmente o crescimento de seus filhos com relação:
-Alfabetização
-Expressão verbal (vocabulário, questionamentos, argumentação)
-Autonomia
-Muito entusiasmo em vir para a escola...
Fico muito feliz, pois estes itens já tinham sido observados por mim, agora se concretizam também nas palavras das mães...
Refletindo um pouco mais sobre meu estágio descobri que realizei um PA comigo mesma neste período, pois tinha como pergunta central uma grande dúvida: É possível realizar PAs com crianças em processo de alfabetização?
Precisava apenas de uma certeza provisória para iniciar o trabalho com PAs: a de que seria possível, já que durante nosso curso não tivemos informações (aos menos que eu percebesse) sobre como trabalhar PAs com crianças em processo de alfabetização...
Professora Marie Jane me indicou o texto: Um laptop por criança. Pra ser sincera eu não li o texto, no início porque faltou tempo, depois porque iniciei em uma parte que dizia que cada criança naquela escola tinha um laptop... E eu pensei: Um laptop por criança e na minha escola: Um computador de sucata por criança... “Mas este texto me fez perceber que era possível sim”...
Entretanto eu pretendo ler o texto nas férias...
Eu respondi minha questão central, todas as outras dúvidas que foram surgindo no decorrer do estágio, criei minhas hipóteses e fui “testando” em minha pesquisa de campo dentro da sala de aula com meus próprios alunos. Acho que tenho material suficiente para fazer um TCC (o que eu ainda não sei o que é, mas no próximo semestre vou descobrir) com relação ao desenvolvimento de PAs em turmas em processo de alfabetização!

domingo, 13 de junho de 2010

Nona semana

Realizações

Iniciei meu estágio convicta e segura de meus desejos e objetivos. Apresento para ser mais sucinta os dois mais importantes:
Quanto ao meu maior objetivo: possibilitar aos meus alunos que se tornassem sujeitos mais autônomos, críticos e confiantes em si mesmos.
Quanto ao meu maior desejo: estar em sala de aula enquanto professora, fazer o que gostamos é tão importante quanto respirarmos.
Bem, o estágio se aproxima de seu término, mas acredito que não estou me despedindo de meus alunos, pois como afirma Freire: “O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério [...] o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes [...] burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”. (FREIRE, 2002, p.73).
E durante este período todos os meus esforços foram para que eu conseguisse deixar “boas marcas em meus alunos”, acho que fiz isso principalmente através de meus questionamentos, instigando-os a buscarem respostas para suas próprias dúvidas, seus interesses. Um exemplo que me marcou bastante durante esta semana e que me fez refletir sobre está afirmação foi o que aconteceu na aula do dia 11 de junho de 2010, conforme já relatei em maiores detalhes em meu pbwork:
Kalyane me surpreendeu a me dizer:
-Prof sabia que eu to fazendo um projeto de aprendizagem?
-Aonde, aqui com os vulcões?
-Não na minha casa, com a minha mãe!
-Como assim, me explique:
-É que eu to estudando sobre o mosquito da dengue...
-Aonde tu ta achando coisas sobre o mosquito da dengue?
-Num livro que a minha mãe tem... Eu quero descobrir tudo sobre o mosquito da dengue...
-E tu ta registrando alguma coisa na tua casa, já fez um desenho, escreveu algo...
-Não, todo dia minha mãe lê um pedacinho pra mim e depois é que eu vou escrever...
-Quero ver, pode trazer pra escola que eu estou curiosa pra saber o que tu andas descobrindo...
Tamara fala:
-Eu também to fazendo um projeto de aprendizagem...
-Sobre o que, Tamara?
-Os animais, eu tenho uns livros, já descobri que o tigre e a girafa moram na África...
Bruno:
-No país da copa! (com ar de surpresa)
Pedi a Tamara que trouxesse algo que está pesquisando em casa pra gente observar na escola...
Tocado no assunto da copa, iniciasse uma longa conversa...
Ao que me parece está surgindo um novo PA, os interesses, as dúvidas e a empolgação da turma sobre a copa do mundo “transformaram” meu planejamento, o assunto dos vulcões esta sendo concluído, pois as crianças já descobriram todas as suas dúvidas temporárias, até mesmo as que surgiram no decorrer do trabalho, reafirmaram muitas das certezas provisórias e observaram que algumas hipóteses criadas durante o trabalho com os vulcões não se confirmaram. (Para maiores detalhes sobre o projeto observe o documento: Os passos de nosso PA em meu pbwork).
Conforme afirma Paulo Freire: “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”
É exatamente o que vivencio no momento, estou feliz por observar tantas aprendizagens em meus alunos na qual me refiro diariamente em meu pbwork, mas estou ainda aprendendo, buscando cada vez mais, sendo aluna e professora ao mesmo tempo, o que naturalmente me satisfaz trazendo à minha vida realizações profissionais e pessoais.

domingo, 6 de junho de 2010

Rosângela, me sinto feliz em saber que estou conseguindo transmitir um pouquinho do que estou aprendendo durante o estágio, obrigada pelos comentários.
Gostaria de saber por que tenho um NR na tabela de atividades por aluno referente a semana seis?

domingo, 30 de maio de 2010

Semana oito
O PA e o desenvolvimento do vocabulário das crianças

Desde que iniciei o PA (Como nascem os vulcões?) em minha turma tenho estado atenta ao desenvolvimento da linguagem oral das crianças. Mostram-se muito mais espontâneas, participativas.
Ainda não havia relatado este fato, pois cheguei a pensar que talvez só eu tivesse percebido isto. Mas, foi com a visita da supervisora Marie Jane de carvalho que conclui estar certa disso, quando ela me questionou sobre a linguagem das crianças.
Refleti então sobre que atividades desenvolvidas na minha arquitetura pedagógica que favorecem o uso da linguagem oral e como isso vêm acontecendo em minha sala de aula.
Para ser sucinta listarei abaixo a atividade que penso ser o fio condutor desta mudança:
-Na atividade com os PAs são construídos freqüentemente diálogos em forma de debate em sala de aula. De início os mesmos eram realizados com a exposição das dúvidas das crianças e respostas das mesmas aos meus questionamentos. Hoje a evolução que percebo é muito grande, as crianças iniciam debates em que questionamentos são lançados pelas próprias crianças e discutidos entre elas até que se chegue a um consenso ou então a mais uma dúvida temporária. Relatos destes diálogos encontram-se em lizianiestagio.pbwork.com
Outro aspecto é com relação a qualidade das respostas, antes no início do estágio quando questionava as crianças respostas do tipo “porque sim ou porque não” eram muito freqüentes. Hoje, não ouço mais estas respostas, eles mesmos falam uns aos outros: -Não chega dizer porque sim ou porque não tem que dizer porque, o que que tu acha! (argumentação).
Além disso, muitas outras palavras foram incorporadas ao vocabulário diário (com domínio de seus respectivos significados), como por exemplo: pressão, placas tectônicas, globo terrestre, pincel atômico (antes chamado de canetão), mapa conceitual...
É maravilhoso vislumbrara cada dia os resultados de um trabalho com Projetos de Aprendizagem, pena que não havia (por insegurança) iniciado antes esta arquitetura pedagógica em minha sala de aula!




quinta-feira, 27 de maio de 2010


Semana sete
Uma surpresa...


Na postagem anterior relatei que estou aprendendo mais do que ensinado. Sim, estou aprendendo muito, aprendendo com as crianças que direcionam meu trabalho (como por exemplo: criando novas dúvidas temporárias, expressando em que materiais podemos pesquisar, enfim muitos outros exemplos já relatados em meu pbwork) e também aprendendo sobre os vulcões, pois não sabia nada sobre eles, apenas que existiam...
De inicio quando surgiu a pergunta central de nosso PA, refleti:
“Estamos em uma realidade bem distante da nossa, na Islândia. Ao mesmo tempo também pensei que poderia ser muito interessante estudar coisas que não fazem parte de nossa realidade.”
Entretanto, estava enganada quando pensei isto, pois como disse a professora Maire Jane Carvalho, “eles viram o tema vulcão na mídia”, logo, concluo que faz sim parte da realidade deles, porque vêem na TV, no jornal e estes meios de comunicação fazem parte do cotidiano de cada criança.
Outro aspecto que me fez pensar o quanto estava enganada é que eu sabia que no Brasil não existem vulcões, mas não sabia que já existiram um dia...
Foi procurando informações sobre rochas ígneas (uma dúvida trazida por Tamara de casa) que me deparei com uma imagem da Ilha dos Lobos, da Guarita de Torres sendo estas rochas de origem vulcânica. E eu que pensei que estávamos tão distantes da nossa realidade! Agora sim, tenho algo em que as crianças podem fazer uma pesquisa de campo envolvendo também o meio próximo onde vivem. Relatos desta pesquisa semana que vem em meu pbwork!
Estou curiosa para saber o que vai acontecer e também quero construir com eles gráficos (idéia da tia Dulce) referentes ao resultado da pesquisa de campo.

domingo, 23 de maio de 2010

Semana seis

Mais um pouco do trabalho com PAs...

Observo que algumas professoras estão ansiosas em finalizar o PA, em possibilitarem às crianças que descubram a pergunta central e resolvam logo suas dúvidas temporárias, colocando tudo isso em um texto.
Minha situação é um pouco diferente. Meus alunos estão cada vez mais motivados, não só na sala de aula como também fora dela (perguntam suas dúvidas para os pais, trazem livros dos irmãos mais velhos, assistem noticiários da TV...) e o que observo é que paralelamente enquanto resolvem suas dúvidas temporárias os conhecimentos adquiridos abrem portas para o surgimento de novas questões e assim vai seguindo o trabalho.
Não tenho preocupação em finalizar o trabalho ou me questionar se já chegou ao fim, as crianças vão me mostrar isso. Veja o que aconteceu hoje:
Na discussão sobre a formação dos vulcões elas perceberam que já tem resposta para a pergunta central, concluíram que no interior da terra é muito quente, as rochas ígneas se derretem por causa do calor e por causa da pressão a rocha derretida sai no vulcão. Concluíram ainda que a lava esfria e pode virar rocha novamente... Na realidade são conhecimentos já registrados e descobertos anteriormente só estava faltando “juntar os fatos”.
Para minha surpresa nem um aluno mostrou satisfação ao perceber que já tinham descoberto a pergunta central. Bruno diz:
-Descobrimos o que era para descobrir antes né... (quer dizer antes da hora)
Perguntei
-Por que antes?Antes do quê?
Bruno fala:
-Porque agora o trabalho vai termina e agente não vai mais pesquisa sobre os vulcões.
Questionei:
-Quem disse que vai acabar? Quem disse que acabou? Vocês não têm mais nada para descobrir sobre os vulcões? Já tem absoluta certeza de que é assim mesmo que nasce um vulcão?
Kalyane fala com um gesto e expressão de alívio:
-Claro né a gente tem que descobrir outras coisas. O que é placa tectônica? (aponta para as estrelinhas onde estão as dúvidas temporárias)
Bruno diz:
Por que acontece a pressão? Será que dá força quando a pedra se derrete?
O que eu tenho a dizer é que a cada dia fico mais surpresa, admirada e feliz. Não imaginava que alunos do primeiro ano pudessem descobrir o que estão descobrindo, questionar da forma como estão questionando...
Continuando a experiência da aula de hoje quero comentar ainda que Nícolas ouviu meu comentário com a professora Letícia (professora titular da turma) falando que eles já tem muito conhecimento e que podiam montar um livro sobre vulcões.
Nícolas, após algum tempo me pergunta:
-Prof nós estamos preparados para fazer um livro?
Bem com estas palavras... Kalyane ouve a pergunta e diz:
-Claro que sim Nícolas.
Eu disse que estão mais do que preparados... Mais um desafio pela frente: criar um livro sobre os vulcões!
É um prazer enorme trabalhar com estas crianças e ainda conto com o apoio total da professora titular da turma, estou aprendendo muito mais do que ensinando!