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terça-feira, 24 de junho de 2008

Matemática
Os estudos realizados na interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática proporcionaram-me refletir bastante sobre as estratégias que utilizo em minhas aulas. Trabalhava multiplicação, divisão, adição, frações, classificação, seriação, com alunos de pré-escolar sem perceber isto. Pois através de meus questionamentos, desafios, suposições, atividades com materiais concretos, brincadeiras (segundo Tânea Fortuna é brincando que a criança aprende)jogos ( que segundo Piaget, ajuda no desenvolvimento físico, intelectual e reforça os vínculos afetivos do ser humano com o próximo)as operações matemáticas estão presente em praticamente todos os momentos. Desde muito cedo nossas crianças têm grande capacidade de operar com estas noções matemáticas, e quanto mais cedo esse trabalho iniciar, mesmo antes de aprenderem os algarismos maiores são as vantagens, pois é principalmente nessa fase da vida que as crianças necessitam de materiais concretos, situações desafiadoras, lúdicas para então poderem elaborar estratégias, hipóteses, interiorizando além desses conceitos que matemática faz parte de nossa vida cotidiana e que pode ser aprendida na escola de forma prazerosa, longe da velha e ultrapassada idéia de que a matemática é uma das mais “temidas” entre as disciplinas escolares...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Matemática
As atividades realizadas na interdisciplina de matemática me proporcionaram profundas reflexões. Lembrei-me quando criança adorava contar, organizar, separar meus brinquedos principalmente bonecas. Gostava muito de fita métrica e metro (instrumento utilizado por pedreiros e carpinteiros) , recordo-me que meus pais me repreendiam muito porque geralmente além de brincar, medir alturas e comprimentos eu também estragava esses materiais, mesmo assim teimava em usá-los. Também amava contar moedas, tinha uma lata cheia de moedas antigas e questionava minha mãe sobre os valores delas, contava-as e recontava-as várias vezes.
Penso que por gostar tanto de brincadeiras que envolvessem números, adições, seriação e classificação tenha tido um bom desempenho na disciplina de matemática logo nas séries iniciais. Infelizmente alguns de meus colegas de classe não tiveram o mesmo desempenho. Talvez a professora poderia ter trabalhado melhor noções matemáticas através de brincadeiras que envolvessem seriação, classificação, noções de tempo, dentro, fora, grosso, fino... Dessa forma provavelmente meus colegas de classe aprenderiam desde cedo como eu a gostar de matemática e conseqüentemente teriam melhorado seu desempenho.
Lembro-me também dos problemas matemáticos, resolvia-os com facilidade mas não gostava de seus enunciados, geralmente falavam de uma pessoa (que eu não conhecia), de um lugar (que não me interessava) e claro vinha acompanhado de uma pergunta (questionava-me: pra que responder isso?), diante disso o problema realmente se tornava um problema e não um desafio, algo interessante que eu tivesse curiosidade em descobrir por fazer parte de meu cotidiano.
É com base nessa experiência frustrada enquanto aluna que procuro ao trabalhar matemática com meus alunos fazer com que ela esteja diretamente relacionada com a vida cotidiana deles, assim essa disciplina deixa de ser o bicho-papão da escola para tornar-se um prazer, um brincar que prepara as crianças para resolver situações encontradas no cotidiano.