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quarta-feira, 21 de novembro de 2007


Por que você ouve tanta porcaria?
Este texto de Álisson Ávila extraído da revista Aplauso foi uma das leituras que mais me chamaram a atenção durante o terceiro semestre. Sua linguagem simples e bem argumentada proporcionou-me fazer uma profunda reflexão sobre as músicas que ouvimos hoje.
A partir da nossa segunda aula presencial, participação no fórum e leitura deste texto descobri que a mídia exerce papel ainda mais relevante sobre nossos gostos musicais do que eu pensava.
Entendi agora porque muitas vezes me indignava e desligava o rádio após ouvir várias e várias vezes alguma música que eu particularmente odiava. Sempre ficava pensando: Como uma música tão desqualificada pode estar entre as dez mais pedidas do dia?
Logo, se transforma na mais pedida, pois a gravadora “pede”, o povo saturado de ouvir a mesma música, acaba achando que adora e também “pede”.
Como afirma Edu K: Não é o gosto popular que estabelece isso...
Por isso estou tomando mais cuidado com as músicas que trabalho em sala de aula. Reforcei minha idéia de que as crianças não devem apenas ouvir no ambiente escolar aquilo que escutam em casa, nas festividades... E que “pensam” que gostam. É preciso oportunizar a elas ouvirem outras músicas, familiarizarem-se com outras melodias, talvez não tão conhecidas, embora muitas vezes com contextos e ritmos muito mais “ricos” do que as que estão habituadas a escutarem.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007





...Todos nós entendemos de música e somos capazes de fazer música...



(Professora Leda Maffioletti)



Essa frase me marcou muito e me fez refletir bastante sobre o que é a música na vida da gente.
Até nossa primeira aula presencial costumava afirmar que de música eu não entendia nada, embora gostasse muito e a usasse freqüentemente com meus alunos.
Passei a entendê-la como algo inato, que já nasce com agente, pois desde bebê mesmo na barriga da mãe já somos capazes de reconhecer sons, como afirma a autora do texto De quem é a música, Ana Paula Melchiors Stahischmidt.
Entendendo a música dessa forma consegui tornar-me um pouco mais autoconfiante, pois não é preciso ter uma voz linda, nem tão pouco entender todas as notas musicais para possibilitar a quem ouve a melodia experimentar sentimentos como a alegria, a saudade tranqüilidade, entusiasmo, entre tantos outros.
Uma outra atividade que me fez refletir sobre a música, foi a entrevista realizada em uma loja especializada em vendas de CDs e DVDs. O que pude perceber é que a mídia “domina” as preferências musicais da maioria das pessoas. O que é lançado na Tv, rádio, revistas ou Internet parece “iludir”, chamar a atenção do público e levá-lo “às compras”.
São músicas de sucessos passageiros, mas que também nos trazem sentimentos e emoções. Existem também as músicas tradicionais, cantigas de roda que já fazem parte de nossa história e de nossas vidas.