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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Lendo e refletindo sobre o texto: Avaliação em Arte: Um bicho papão? Questionei-me a respeito do que Martins (1997, p.80) diz: “E preciso não esquecer que avaliação não pode ser apenas do educador”.
Diante da profunda reflexão que fiz mudei minha prática de avaliação na minha sala de aula, além dos critérios que já utilizava considerando a avaliação um processo continuo das aprendizagens e não somente o “produto final”, resolvi envolver meus alunos fazendo com que eles sejam sujeitos ativos do seu próprio processo de aprendizagem. Esta auto-avaliação se da através de registros semanais (ou diários se preferirem), onde cada aluno escreve o que considera de importante, o que aprendeu, sobre o que ainda tem dúvidas ou o que gostaria de aprender.
Através deste portifólio penso sentir e observar o mesmo que meus alunos ao registrarem suas evidências em seus diários.
Reflito sobre o que aprendi, como aprendi e os reflexos desta aprendizagem em minha vida.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A visita a VI Bienal, observação das obras e esclarecimentos sobre seus autores me possibilitou refletir sobre a arte hoje. Confesso que esperava encontrar obras bem diferente das que observei lá, como por exemplo, pinturas “exuberantes”, esculturas “lindas”, na qual eu jamais poderia construir algo semelhante.
No entanto o que observei me deixou bastante surpresa: quadros construídos com recortes de jornais, travesseiro revestido de vidro quebrado, pinturas em papelão com cores primárias, esculturas com colagem de pedaços de madeira entre outras obras... Proporcionou-me refletir e reestruturar meu pensamento sobre a arte.
Senti que a arte pode ser construída por qualquer pessoa e com qualquer material. Não é necessário ser um artista, nem ao menos ter materiais sofisticados, caros.
O que importa é o que o autor pensa para construir a obra e o que ela pode nos transmitir.


quinta-feira, 8 de novembro de 2007







Lendo um exemplo de Fernando Hérnandez, extraído de seu livro Cultura Visual, Mudança Educativa e Projeto de Trabalho pude ampliar minha visão sobre projetos que desenvolvemos na escola.
Às vezes sentia-me insegura quando no decorrer de um projeto acabava por mudar a maioria das atividades planejadas. Depois de refletir sobre a frase de Pareyson: “É um tal fazer que enquanto se faz, inventa o por fazer e como fazer”. Percebi que as atividades que planejava e eram substituídas posteriormente por outras cujo julgava serem mais importantes, interessantes e abrangentes na realidade constituíam o aperfeiçoamento de meu trabalho e não o resultado de “algo pouco ou mal planejado” como às vezes pensava. Deve-se levar em consideração que um projeto implica mudanças em seu desenvolvimento, do contrário não passa de um sistema “mecânico” de atividades a serem aplicadas.
Cito ainda as palavras de Martins (1998, p.162) que expressam claramente meu entendimento sobre projeto hoje:
“Um projeto na escola não pode ser comparado a um simples planejamento de atividades que deverão ser cumpridas, mas a certas intenções e possibilidades, em constante avaliação e replanejamento, aproveitando acasos, caminhando opostamente por outros caminhos em tentativas investigadoras e ousadas, sem nunca perder de vista os focos centrais que fizeram nascer o projeto”.



Lendo os textos propostos pela interdisciplina na temática 6 conheci melhor a história das Bienais, pois até então o que sabia sobre elas restringia-se apenas ao que a TV apresentava. Percebi que as Bienais tem um Curador-Geral (pessoa responsável pela pesquisa, seleção das obras a serem apresentadas). Neste ano assume este cargo o historiador de arte Gabriel Perez-Barreiro que organizou toda amostra em torno da metáfora central “A terceira margem do rio” do conto de João Guimarães Rosa. Esse conto possibilitou-me refletir sobre o espaço “entre”, o “meio” entre o certo e o errado, o novo e o velho, o claro e o duvidoso... Em que muitos casos deixamos de ver, observar, analisar, pois estamos habituados a gerarmos idéias exatas sobre o que vemos, ouvimos ou sentimos. É A ou B, é isto ou aquilo...
Deixamos de perceber dessa forma que uma outra realidade pode existir, é precioso para tanto ir mais além, pois a “terceira margem” abre a possibilidade para uma perspectiva independente, um espaço “entre” a partir do qual ambas as alternativas podem ser vistas, julgadas, consideradas como diz Gabriel Pérez-Barreiro.
Considero muito importante essa “preparação” para visitarmos a VI Bienal e fico feliz em saber que nossos professores também pensam como Camnitzer:
“... É preciso ver a escala, a sutileza da cor, a textura, as mudanças causadas pela circulação ao redor dela, os ecos entre uma obra e outra...”.
Pois isso como acrescenta ele, nenhum livro, nenhum computador é capaz de transpor.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


Estudando sobre a história da Arte no Brasil pude concluir que a Arte muitas vezes é usada como uma atividade sem importância nas escolas, ou então para preparar os alunos para o trabalho, deixando de lado sua verdadeira “essência”.
Mas aos poucos a Arte tornou-se área de conhecimento no currículo escolar e não mais apenas uma atividade expressiva ou técnica, como infelizmente ainda vejo muitos profissionais na área de educação usá-la.
Como afirma Ana Mãe Barbosa a Arte implica hoje o fazer artístico, a leitura da obra e sua contextualização.
Nos trabalhos propostos pela interdisciplina de Artes Visuais realizamos várias atividades onde experimentamos enquanto alunos a leitura, a releitura, a contextualização e o fazer artístico.
Em uma das atividades que realizei refleti bastante sobre o assunto, o simples desenhar de uma obra quando bem apresentada, trabalhada nos traz tantos conhecimentos e reflexões quanto eu não podia imaginar. Acho que já havia esquecido, ou talvez nem se quer havia experimentado. Lembro-me dos “trabalhinhos de arte” que realizava quando criança, na maioria das vezes pintava desenhos prontos, penso que por isso tenho tanta dificuldae em desenhar hoje...