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terça-feira, 7 de outubro de 2008


As vantagens da vida adulta
Através da leitura do texto proposto ( Transformações na convivência humana segundo Maturana) de Luciane M. Corte Real e participação do primeiro fórum da Interdisciplina Psicologia da vida adulta refleti bastante sobre as vantagens da vida adulta tendo minha própria vida como referência, a partir desse ponto pude compreender melhor a leitura proposta. Uma das afirmações que me chamaram a atenção foi o fato de que ao fazermos parte do mundo estamos como todos nós já sabemos construindo-o, mas o que Maturana evidência é que há uma relação de interação, onde também somos “construídos” pelo meio onde estamos inseridos. E a maneira como observamos os acontecimentos, os fatos ao nosso redor determina a forma como vivemos. Isto é se uma pessoa lamenta, reclama de tudo que lhe acontece não observando o lado positivo que cada situação vivida lhe oferece (experiência) provavelmente seu “mundo”, sua maneira de viver é insatisfatória. Uma pessoa que age desta forma é incapaz de se auto-compreender e de compreender os indivíduos que vivem a seu redor.
Nós adultos somos responsáveis autônomos pela construção de nosso próprio caminho, portanto sujeitos ativos na criação do ambiente onde vivemos.
Quando criança meu desejo maior era me tornar uma adulta. Hoje sou adulta e compreendo perfeitamente que cada fase da vida tem sua beleza, seu explendor e que saber aproveitar cada momento dela além de crescermos enquanto pessoa (conhecimento se dá no momento em que estamos interagindo com o mundo, segundo Maturana) é também fonte de juventude e de felicidade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008


Política, algo que todos nós consciente ou inconscientemente praticamos

Antes dos estudos referentes a Interdisciplina Organização e Gestão da Educação tinha um conceito muito “pobre, rudimentar” sobre política, sei que ainda preciso melhorá-lo, ampliá-lo, algo que venho construindo durante o semestre através das atividades propostas, aula presencial e das leituras realizadas.
Logo que pensava em Política relacionava este conceito como algo externo, que não tocasse intimamente em minha vida cotidiana. Hoje entendo que a Política “somos todos nós”. Já que este conceito envolve a participação social, ou seja, um ato político e que todos nós praticamos diariamente.
Dessa forma entendo que a política está presente em nosso dia a dia nas mais simples ações, como por exemplo dentro de nossa própria escola, já que como citou o professor Raimundo Helvécio Aguiar "a educação é um ato político, pois é um ato de conhecimento". Nessa perspectiva posso entendê-la como um comprometimento com a transformação da realidade da qual fazemos parte. Quando nos tornamos sujeitos críticos e ativos do processo de construção do ambiente onde vivemos, estamos sendo políticos, realidade muito diferente do que muitas pessoas ainda pensam sobre o político: “aquele que sobe nos palcos para através de suas palavras conquistar a confiança de seu eleitorado”.

Pesquisar (em seu verdadeiro sentido)

Pela primeira vez enquanto aluna estou tendo a oportunidade de realizar uma pesquisa como eu sempre sonhei: um assunto que me interessa e que foi escolhido por mim. Sem imposições, de livre escolha, de puro prazer em realizar esta atividade.
Sempre adorei fotografias, de todos os tamanhos, dos mais variados assuntos, de todas as cores e até as em preto e branco (as que mais me fascinam por trazerem consigo mistérios do passado, revelações de costumes e tradições antigas...). Tenho também muita curiosidade em descobrir como e por quem foi criada a primeira fotografia e suas evoluções químicas ao longo dos tempos. Por este e por outros motivos foi o tema escolhido para nortear o Projeto de Aprendizagens proposto pelo Seminário Integrador V. Tenho colegas que de certa forma pensam como eu, possuem curiosidades e desejos em comum, por isso formamos um grupo: Um olhar sobre a identidade de Três Cachoeiras através da fotografia. (Carine, Andréia, Liziani, Jaqueline e Cristiane)
Nosso projeto ou pesquisa está apenas começando, temos muitos caminhos à percorrer, muitos objetivos já traçados, mas já consegui extrair algo que me deixa muito feliz, satisfeita: Fascínio, curiosidade, vontade própria de descobrir, o que na minha opinião constituem a base do caminho para qualquer aprendizagem.

? ? ? ? Perguntas, muitas perguntas... ? ? ? ?

Como praticamente todos os professores também tenho o hábito de questionar, provocar curiosidades em meus alunos estimulando-os dessa forma na construção de suas aprendizagens. Fiquei surpresa com a atividade que realizei em sala de aula onde todas as crianças deveriam levantar questionamentos sobre qualquer assunto que tivessem curiosidade, muitas foram as perguntas levantadas (muito mais do que eu imaginava e dos mais variados assuntos), percebi que este é um ótimo momento para direcionar o trabalho docente de acordo com interesses e curiosidades de nosso alunos, proporcionado dessa forma prazer em aprender.
Foi justamente o que senti em nossa primeira aula presencial da disciplina Seminário Integrador V, realizada no dia 14 de agosto de 2008 no pólo do curso de Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS em Três Cachoeiras. Estimulada pelos nossos professores formulei perguntas juntamente com algumas colegas de grupo de acordo com nossas curiosidades e desejos de aprendizagens.
O que eu ainda não havia percebido é que aos poucos no decorrer de minha vida embora eu seja uma pessoa extremamente curiosa e investigativa, perdi a espontaneidade de criar questionamentos... Penso que grande parte dessa mudança se deve ao fato do processo de globalização dos conhecimentos. Temos respostas facilmente encontradas para praticamente tudo, muitas vezes elas chegam antes mesmo de formularmos nossas próprias perguntas, dessa forma nos acomodamos.
No final da atividade minha conclusão foi a seguinte: Ainda tenho muita curiosidade, muitas perguntas que não se calam dentro de min, faltava apenas dedicar um momento para pensar nelas, ter uma oportunidade como esta. A aula se tornou inesquecível, pois foi a primeira vez que participei em minha vida escolar enquanto aluna de uma atividade onde pude perguntar sobre qualquer assunto, o que no inicio gerou certo “espanto” e me deixando um pouco confusa.
Outra conclusão a que cheguei foi de que uma simples pergunta, desencadeia muitas outras perguntas. Uma dúvida gera muitas outras dúvidas. Um desejo de aprender cria muitos outros desejos de aprender... Conseqüentemente oportunidade de crescimento e amadurecimento, já que o que nos falta muitas vezes é simplesmente trocar o comodismo e a vergonha de questionar pela dedicação na arte de fazer perguntas, redescobrindo dessa forma o prazer em ampliar nossos conhecimentos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008




Lendo e refletindo sobre o texto sugerido pela interdisciplina Seminário Integrador V: Organizar o Tempo é Fundamental (Texto extraído do Guia do Aluno do PEAD), resolvi mudar minha estratégia de estudo. Reservava três horas consecutivas durante a noite para ler os textos propostos e realizar as atividades. Não tinha o habito de praticar pequenos intervalos, pois julgava não ter tempo disponível. Após o estudo do texto descrito acima e experiência realizada durante três dias, conclui que tenho o mesmo rendimento nas tarefas propostas tendo a cada hora de estudo 10 minutos de descanso. E percebi também que o cansaço “mental” que era bastante incomodo e visível durante o semestre passado diminuiu um pouco, conseqüentemente melhorando dessa forma minha capacidade de concentração, tornando meus momentos de estudos mais produtivos e menos estressantes. “Saber o momento certo de parar é respeitar a si mesmo,seu relógio biológico, essencial a saúde do corpo e da mente”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Matemática
Os estudos realizados na interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática proporcionaram-me refletir bastante sobre as estratégias que utilizo em minhas aulas. Trabalhava multiplicação, divisão, adição, frações, classificação, seriação, com alunos de pré-escolar sem perceber isto. Pois através de meus questionamentos, desafios, suposições, atividades com materiais concretos, brincadeiras (segundo Tânea Fortuna é brincando que a criança aprende)jogos ( que segundo Piaget, ajuda no desenvolvimento físico, intelectual e reforça os vínculos afetivos do ser humano com o próximo)as operações matemáticas estão presente em praticamente todos os momentos. Desde muito cedo nossas crianças têm grande capacidade de operar com estas noções matemáticas, e quanto mais cedo esse trabalho iniciar, mesmo antes de aprenderem os algarismos maiores são as vantagens, pois é principalmente nessa fase da vida que as crianças necessitam de materiais concretos, situações desafiadoras, lúdicas para então poderem elaborar estratégias, hipóteses, interiorizando além desses conceitos que matemática faz parte de nossa vida cotidiana e que pode ser aprendida na escola de forma prazerosa, longe da velha e ultrapassada idéia de que a matemática é uma das mais “temidas” entre as disciplinas escolares...

sexta-feira, 6 de junho de 2008


O ensino de Estudos Sociais

Lendo os textos: A Sociedade e a cultura, A construção da noção de espaço (Araci do Rego Antunes, Heloísa Fesch Menandro, Tomoko Iyda Paganeli) e Do acaso a Intenção em Estudos Sociais (Maria Aparecida Bergamaschi) percebi a grande importância de nós professores partirmos sempre do que nossos alunos já sabem, dos conhecimentos já adquiridos, e de exemplos da própria vida cotidiana deles, possibilitando dessa forma entenderem o ambiente que os cerca para posteriormente emergir em outras realidades, já que a sociedade é composta de grande diversidade de grupos e respectivas culturas.
No início da minha trajetória docente, cheguei a pensar que o ensino de Estudos Sociais, se constituía apenas um repasse de conteúdos pré-estabelecidos, principalmente de datas comemorativas como “Dia do Índio”, “Dia da proclamação da República”, “Tiradentes”, etc... Pois passei por esta experiência enquanto aluna das séries iniciais. Mas, aos poucos, percebi que estes conhecimentos não são tão importantes para o desenvolvimento cognitivo dos nossos alunos quanto eu imaginava , pois estes não participavam ativamente das atividades desenvolvidas envolvendo-se em reflexões, pesquisas e debates em grande grupo, apenas decoravam.
O Ensino de Estudos Sociais em minha opinião deve colaborar para que o aluno compreenda o mundo e suas transformações, oferecendo possibilidades através da analise de realidades de tornar-se um indivíduo participativo, responsável pelos seus atos no ambiente onde ele vive.
Para tanto estou valorizando a cada dia mais as atividades em grupos em minha sala de aula, buscando dessa forma que meus alunos entendam a importância do trabalho em grupo, respeitando as diferenças existentes entre seus componentes, valorizando a diversidade de pensamentos e idéias que surgem durante as atividades, aprendendo assim, desde já a respeitar opiniões e interesses que não sejam iguais aos seus. Estabelecendo desta forma outros pontos de vista, olhares de outros ângulos, afirmando assim seu próprio modo de pensar e agir. Organizo minhas aulas procurando através de meu planejamento flexível, como relata o texto “Do acaso a intenção em Estudos Sociais” de Maria Aparecida Bergamaschi deve ser todo planejamento em Estudos Sociais, como em qualquer outra disciplina, iniciando novos conteúdos sempre a partir da realidade do educando, problematizando as questões a fim de fazer meus alunos refletirem sobre realidades do próprio meio onde vivem, buscando encontrar possíveis causas dos problemas encontrados assim como possíveis soluções.

"O principal objetivo da educação é criar homens capazes de fazer coisas novas não simplesmente de repetir o que outras gerações fizeram, homens criativos, inventivos, descobridores".
Piaget



Aproveito o espaço para expor minha opinião com relação ao portfólio de aprendizagens que estamos construído durante nossa caminhada no PEAD. Acho fundamental o trabalho aqui realizado, pois nesse momento, quero dizer o instante que paramos para analisar nossos aprendizagens em cada atividade realizada, em cada texto lido, cada experiência vivida para mim é o momento em que nos damos conta do quanto estamos crescendo pessoalmente e profissionalmente. Quanto mais aprendemos, mais sentimos a necessidade de aprender mais!!!
Auto-avaliação
Através da realização de meu plano individual de estudos percebi o quanto é difícil realizarmos uma auto-avaliação. Pensar sobre si mesmo exige rever nossas próprias atitudes e repensar nossos objetivos e metas para alcança-los.
Em minha opinião foi uma atividade muito válida, pois se organizamos todos os dias nossos planejamentos escolares e nossas atividades pessoais, também é de suma importância que organizemos nossos objetivos enquanto alunos. É uma forma de perceber onde encontramos dificuldades e refletirmos sobre as possíveis ações para saná-las.
Fui bem objetiva, simples e prática em meu plano de estudos, pois qualquer pessoa que sonha com uma realidade melhor para toda uma sociedade, deve antes de mais nada começar a mudança por si mesmo... Talvez não seja possível mudar o mundo de uma só vez com nossas atitudes, mas não devemos esquecer que ele é composto de minúsculas partículas e que cada um de nós representa uma delas...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Através da primeira aula presencial da interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e da leitura do texto: Do acaso à intenção em Estudos Sociais pude refletir bastante sobre a forma como trabalho com essa disciplina com meus alunos.
O que procuro ensinar em estudos sociais aos meus alunos de certa forma está ligado as minhas aprendizagens enquanto aluna das séries iniciais, pois partimos do reconhecimento do passado, de nossa realidade, dos problemas encontrados e do levantamento das respectivas ações para que estes sejam solucionados. Sendo que para tanto nós enquanto professores devemos instigar nossos alunos para que façam uma análise critica das situações que estão observando. Ou seja, interpretar a realidade a que estão expostos e conhecer também outras realidades que não fazem parte de nosso dia-a-dia , mas que fazem parte de nossa sociedade como um todo, pensando nas possíveis ações para a melhoria dos problemas encontrados.
Para mostrar a realidade a que nossos alunos estão submetidos, é necessário utilizarmos estratégias como saída de campo, pesquisas sobre determinadas culturas para que eles possam perceber a riqueza de diversidades culturais que nos cercam. Afinal devemos estar preparados para viver em sociedade não apenas no lugar, na comunidade onde vivemos.
Entretanto infelizmente ainda vejo em muitas escolas a simples repetição de conteúdos que os livros de estudos sociais trazem. São lembradas com ênfase datas comemorativas, generalizadas as culturas e muitas vezes até esquecidas fortalecidas pela opinião de que é fundamental apenas que o aluno conheça a realidade onde ele vive, esquecendo a diversidade cultural de nossa sociedade, pois sem abordar experiências humanas diversificadas, não é possível constituir posicionamentos atuantes e democráticos em nossos alunos.
Não estou dessa forma desconsiderando a importância do conhecimento da realidade do meio onde nossos alunos vivem, mas sim afirmando que esse conhecimento significa levar em conta a bagagem cultural deles e a partir desse ponto estabelecermos caminhos para o reconhecimento e análises de outras realidades.
Ciências
A primeira aula presencial da interdisciplina Representação do mundo pelas Ciências Naturais me proporcionou refletir bastante sobre o conceito que eu tinha sobre Ciências. Pensava que Ciências era tudo que estivesse relacionado com meio ambiente, natureza. Na verdade aperfeiçoei este conceito, pois a atividade proposta de representarmos através de desenhos alguns temas e os questionamentos do professor Marcelo Vettori me propuseram a idéia de que a Ciência está ligada a praticamente tudo no universo, é tudo aquilo que nós podemos intervir por exemplo: Há Ciência no ventilador, no motor do carro, nas crenças populares (mesmo que a maioria delas sejam equivocadas, ditas como verdades absolutas sem que haja questionamentos) e em tantas outras coisas que eu não havia parado para pensar.
Além disso a atividade desenvolvida com as palavras, assim como a leitura que realizei do texto: “Repensando o ensino de Ciências a partir de novas histórias da Ciência” de Russel Teresinha Dutra, proporcionaram-me pensar bastante sobre a importância de nós educadores realizarmos um diagnóstico dos conhecimentos de nossos alunos antes de iniciarmos um conteúdo novo, quais são seus conceitos, suas verdades em relação a determinado assunto, questionando-os e propondo-os atividades como a citada acima, já que todo novo conhecimento parte de conceitos que a criança construiu anteriormente. Para tanto é necessário que estes sejam provocados, questionados, confrontados com novas idéias e opiniões de demais colegas ou pessoas... A partir desse ponto o aluno é capaz de construir novas hipóteses e então novos argumentos para acreditar em seus conceitos ou novos conceitos.
Matemática
As atividades realizadas na interdisciplina de matemática me proporcionaram profundas reflexões. Lembrei-me quando criança adorava contar, organizar, separar meus brinquedos principalmente bonecas. Gostava muito de fita métrica e metro (instrumento utilizado por pedreiros e carpinteiros) , recordo-me que meus pais me repreendiam muito porque geralmente além de brincar, medir alturas e comprimentos eu também estragava esses materiais, mesmo assim teimava em usá-los. Também amava contar moedas, tinha uma lata cheia de moedas antigas e questionava minha mãe sobre os valores delas, contava-as e recontava-as várias vezes.
Penso que por gostar tanto de brincadeiras que envolvessem números, adições, seriação e classificação tenha tido um bom desempenho na disciplina de matemática logo nas séries iniciais. Infelizmente alguns de meus colegas de classe não tiveram o mesmo desempenho. Talvez a professora poderia ter trabalhado melhor noções matemáticas através de brincadeiras que envolvessem seriação, classificação, noções de tempo, dentro, fora, grosso, fino... Dessa forma provavelmente meus colegas de classe aprenderiam desde cedo como eu a gostar de matemática e conseqüentemente teriam melhorado seu desempenho.
Lembro-me também dos problemas matemáticos, resolvia-os com facilidade mas não gostava de seus enunciados, geralmente falavam de uma pessoa (que eu não conhecia), de um lugar (que não me interessava) e claro vinha acompanhado de uma pergunta (questionava-me: pra que responder isso?), diante disso o problema realmente se tornava um problema e não um desafio, algo interessante que eu tivesse curiosidade em descobrir por fazer parte de meu cotidiano.
É com base nessa experiência frustrada enquanto aluna que procuro ao trabalhar matemática com meus alunos fazer com que ela esteja diretamente relacionada com a vida cotidiana deles, assim essa disciplina deixa de ser o bicho-papão da escola para tornar-se um prazer, um brincar que prepara as crianças para resolver situações encontradas no cotidiano.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Apresentação final do terceiro semestre

Falar em público sem dúvidas é algo que requer certo hábito, como já citei em meu portfólio de aprendizagens. Assim como expor-se aos adultos é bem diferente do que conversarmos com nossos alunos em sala de aula. Entretanto no exercício de nossa profissão frequentemente realizamos esta atividade, pois participamos dentro da escola de reuniões com pais, professores, direção e encontros com a comunidade.
O que me deixou um pouco tensa na hora da apresentação foi o fato de estar sendo avaliada naquele momento. Acredito que tal situação resulta em certa inibição, timidez.
Mas a técnica que utilizei nesta apresentação me auxiliou bastante, pois através de obras de arte do pintor Fernando Botero, pude relatar grande parte do meu aprendizagem durante o terceiro semestre baseando-me no que os quadros me inspiravam e relacionando-os aos assuntos que abordei, sem no entanto sentir-me “presa” a certos sub-títulos como observei ter acontecido com alguns colegas.
Questiono-me a respeito da forma como apresentei meu trabalho final, pois ao contrário de muitas colegas não “ensaiei” minha fala em casa, talvez poderia melhorar meu desempenho oral se tivesse realizado essa tarefa. Entretanto me apoiei no que considero de relevante importância para qualquer estudante: Não é uma simples “decoração” de texto que vai mostrar o aprendizagem, essa aquisição de conhecimentos pode ser exposta de várias formas como por exemplo em nossa prática docente como explicitei em vários exemplos de sala de aula durante o semestre e até mesmo na síntese final. Mesmo assim (um pouco nervosa) considero que fiz um bom trabalho, consegui segundo as professoras e colegas que me avaliaram expressar de forma clara e objetiva minhas aprendizagens.
Outra dúvida que tenho é com relação aos conteúdos trabalhados de que eu já tinha conhecimento, como posso transpor esses conceitos para meu portfólio já que estes fizeram parte do semestre mas não foram novidade, ou seja em palavras bem simples: Eu acreditava que ... E continuo acreditando, pois tais textos e atividades reforçaram minha idéia... Senti falta de “espaço” para transpor essas idéias na síntese final, já que os questionamentos nos induziam para relatos no que mudou em nossa forma de pensar e de agir.
Penso que foi bastante válida a experiência, pois se há algo em que sentimos que podemos melhorar, nada melhor que exercitarmos nossas capacidades, uma forma de melhorar nossa auto confiança e conseqüentemente nosso desempenho.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Ao ler o texto Conceito de jogo-brinquedo-brincadeira de Neusa Maria Carlam de Sá, aprimorei meu próprio conceito de jogo, esta forma de vivenciar relações humanas presentes desde o começo dos tempos, seja sob forma de rituais, mitos, trabalho, festividades ou divertimentos como afirma a autora.
Sendo o jogo para min uma atividade livre, voluntária, alegre e divertida onde o indivíduo vive situações estruturadas e estipuladas por ele mesmo ou por seus companheiros. Nesse predomina a realidade interna sobre a externa (representação simbólica), isto é, o lúdico, o imaginário. Além disso, o inusitado, a incerteza também são características do jogo, já que os jogadores nunca possuem todos os conhecimentos prévios das possibilidades de ação.
Diante de meu conceito sobre o jogo e da frase de Kishimoto:
Jogo só e jogo quando a criança pensa somente em brincar, mudei minhas práticas educativas que usava em sala de aula valorizando assim a liberdade de meus alunos na hora de jogar, já que se o jogo for imposto pelo professor deixa de ser jogo para ser uma tarefa obrigatória perdendo assim seu caráter lúdico.
Passei então a me colocar no papel de “intermediaria” das brincadeiras e jogos. Ás vezes participo de jogos livres criados por eles mesmos dando sugestões, fazendo questionamentos ou brincando junto. Em outros momentos os observo “discretamente”, (já que o jogo, a brincadeira é uma das melhores formas de se conhecer uma criança).
Dei a liberdade para que sempre que desejarem tragam de casa brinquedos (suporte para brincadeira, como afirma Kishimoto), coloquei uma “caixa de fantasias” na sala para usarem nas brincadeiras ou quando desejarem. Pois acredito que através da fantasia, do lúdico a criança experimenta situações que a ajudam a resolver certos conflitos (Como por exemplo: A criança que põe a boneca de castigo porque já foi castigada, isto é, está ao mesmo tempo assumindo o papel do adulto e superando um “problema pessoal”), e reconhecer o mundo onde vivem construindo de maneira prazerosa sua identidade.