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quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Ser adulto...

Participando das atividades propostas pela Interdisciplina Psicologia da Vida Adulta refleti sobre minhas considerações sobre o que é ser adulto. Percebi que como a maioria de meus colegas a usei para tentar conceituar adulto a palavra responsabilidade. Além disso, concluí de que para ser adulto não basta ter idade, e sim maturidade suficiente para estabelecer relações equilibradas consigo mesmo, com o outro e com o mundo.
Segundo a lei ao completar 18 anos todas as pessoas se tornam adultas. Entretanto isso não significa que um indivíduo vai dormir hoje sendo adolescente e vai acordar amanhã adulto...As pessoas tornam-se adultas independente da idade, mas sim de sua interação com o meio, da influência da sociedade onde vive, de experiências que marcam sua vida,... adquirindo aos poucos com o passar do tempo maturidade suficiente para assumir responsabilidades e tomar decisões conscientes.

Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar

Através da leitura do texto: Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico: Espaço para a construção de uma escola pública de Maria Beatriz Gomes e Mariângela Bairros, proposto pela Interdisciplina Organização do Ensino Fundamental compreendi melhor as relações de interdependência existentes entre o Regimento Escolar e o PPP.
Documento elaborado pela comunidade escolar o PPP, ainda que sob “leis maiores” que regem o ensino, revela a autonomia da escola. Nele são estabelecidos conceitos, tais como: avaliação, concepção de homem, conhecimento e currículo. Assim como a escola almejada e os caminhos que devem ser percorridos para que tais objetivos sejam alcançados.
Contempla um processo que vai além das exigências burocráticas da instituição educacional, pois o Projeto Político Pedagógico representa uma ação intencional, de todos os seguimentos escolares com base em sua própria realidade social. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sócio – político, retratando interesses da comunidade escolar.
Mas para que o PPP seja bem fundamentado e elaborado, é necessário que a comunidade escolar se organize, estipule normas comuns à todos em um documento na qual denominamos: Regimento Escolar.
Nas palavras de Caldieraro (2006, p.28):
“Regimento Escolar é o documento originado do Projeto Pedagógico que disciplina a vida escolar”.
Nesse contexto, o Regimento Escolar é de suma importância pois, enquanto normatiza as intenções, o planejamento e as ações de cada escola, também estabelece suas regras de funcionamento, delimita níveis de competência para os funcionários que atuam na escola, classifica direitos e deveres de professores, alunos e direção.
Desta forma observa-se que o Regimento Escolar e o PPP são interdependentes, por isso é muito importante que ambos sejam coerentes entre si. Juntos são ponto de partida para a construção de uma escola verdadeiramente democrática.
Bernard Charlot no texto Projeto Político e Projeto Pedagógico afirma:
“Não será por milagre que se mudará a escola, por um toque de varinha mágica”...
É necessário o empenho e a organização de toda a comunidade escolar, na construção do PPP e Regimento escolar, pois somente com o planejamento do ensino baseado na realidade social e com a participação todos, isto é a escola entendida como um espaço público, pode-se dizer que a mesma caminha rumo ao processo de democratização do ensino.
Sinto-me feliz e satisfeita por fazer parte de uma instituição educacional onde o processo de construção do Projeto Político Pedagógico e Regimento escolar é realizado com a a participação de toda a comunidade escolar, sob a garantia da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ( n° 9394/1996) de forma autónoma e com base na gestão democrática, levando sempre em consideração o diagnóstico sobre a realidade social. Assumindo assim, a responsabilidade de atuar na transformação social, pois consideramos que o sujeito se constrói num processo contínuo, interagindo com o meio onde vive, é um ser inacabado que constrói a realidade e por essa é construído.
Estamos aos poucos transpondo para a prática educativa de nossa escola o que estabelecemos em nossos documentos, pois somos conscientes de que o planejamento é importante , representa o que “sonhamos” para nossa escola, mas são das ações concretas que se constrói a escola almejada.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Aprendizagem na vida adulta
Acredito que nós enquanto adultos como as crianças também estamos em constante processo de aprendizagem. Este se dá por meio da interação que estabelecemos com o ambiente onde vivemos, através de nossa próprias experiências, seguindo gradativamente (caráter interativo) e suscetivamente etapas ou períodos, segundo Piaget, como nos afirma o texto: Aprendizagem na vida adulta de Tania Beatriz Iwaszko Marques. Pensando dessa forma o que eu “sei hoje” serve de base para futuras aprendizagens, conquistas, assim como o que “aprendo hoje” teve sua base apoiada em conhecimentos adquiridos anteriormente.Entretanto o aprendizagem depende não apenas relações com o objeto a ser conhecido, é necessário levarmos em consideração o ritmo de aprendizagem de cada indivíduo. Como professora procuro conhecer meus alunos, principalmente através de questionamentos e me colocando em “seu lugar”, tentando compreender suas dúvidas e o caminho que os levou a pensar de tal maneira. Assim entendendo que cada um tem seu próprio ritmo de aprendizagem, sua bagagem cultural, fica mais fácil entender o porquê de que nem todos aprendem as mesmas coisas na mesma idade ou da mesma forma.Tomando minha própria aprendizagem como ponto de referência posso afirmar que eu me encontro na fase operatório-formal segundo Piaget, no texto acima referido, pois aprendo interagindo com o objeto a ser conhecido, experimentando, criando hipóteses, pensando sobre minha própria forma de pensar... e não apenas ouvindo alguém como posso observar na forma de ensino tradicional, um simples repasse de informações...Referência bibliográfica:IWASZKO MARQUES, Tânia Beatriz. Aprendizagem na vida adulta.

terça-feira, 7 de outubro de 2008


Gestão democrática na educação

Lendo o texto proposto Gestão democrática na e da educação: concepções e vivências, de Isabel Letícia Pedroso de Medeiros e Maria Beatriz Luce, assim como fazendo a análise do mapa conceitual, pude entender melhor como realmente funciona ou “deveria” funcionar uma escola verdadeiramente democrata.
Não há como falar em uma escola democrata, sem me referir ao próprio conceito de democracia. Como nos afirma Bordenave (1994 p.8), “Democracia é um estado de participação”. Posso afirmar ainda que se trata de algo intimamente ligado ao povo, a participação popular, seja em decisões ou em ações concretas sempre em busca de objetivos que visam o bem de toda uma comunidade ou sociedade.
Na escola pública onde trabalho a democracia se manifesta principalmente através da participação da comunidade escolar nas decisões e ações referentes ao sistema de ensino, como na construção do PPP, escolha de diretor, descentração de recursos com o planejamento participativo, construção do regimento escolar entre outros.
A luta pela democracia é contínua, e quanto mais nos projetarmos em direção à ela, mais caminhos serão abertos, pois é através da participação coletiva que conquistamos nossos ideais e que construímos novos sonhos, já que sabemos que ainda há muito a ser melhorado, a “ser democratizado” em nossas escolas, em nossa sociedade.

Auto-conhecimento


Concordo plenamente com David Elkind no texto : As oito idades do homem, segundo Erick Erikson, quando afirma que a construção da personalidade de uma pessoa não se determina apenas na adolescência (período intenso de busca da identidade), já que tomo como exemplo a minha própria vida. Observo o constante desenvolvimento de minha personalidade, pois ao “rever” minha adolescência percebo que muita coisa mudou e que vem mudando, como por exemplo meu próprio jeito de ver o mundo, agora de uma maneira mais tranqüila, equilibrada e responsável..., o que conseqüentemente traz mudanças à minha personalidade.
Comparei as oito fases do desenvolvimento humano com minha própria vida, refleti sobre as etapas que já passei, observei que muitos comportamentos e formas de olhar para o mundo se identificaram bastante com as características apontadas por Erikson. Mas dentre todas a que mais me chamou a atenção foi exatamente a que eu estou vivendo agora (Intimidade x Isolamento). É exatamente como me sinto no momento, nas palavras de Erikson: (lado positivo) condições de estabelecer intimidade com com o outro e fundir sua identidade na do companheiro; (lado negativo) medo de perder o próprio eu, excesso de competitividade .
Assim sendo percebi que tomar a si próprio como exemplo além de nós auxiliar nos estudos sobre as etapas do desenvolvimento humano, é também uma forma de nos entendermos melhor, de nos auto-conhecermos.

As vantagens da vida adulta
Através da leitura do texto proposto ( Transformações na convivência humana segundo Maturana) de Luciane M. Corte Real e participação do primeiro fórum da Interdisciplina Psicologia da vida adulta refleti bastante sobre as vantagens da vida adulta tendo minha própria vida como referência, a partir desse ponto pude compreender melhor a leitura proposta. Uma das afirmações que me chamaram a atenção foi o fato de que ao fazermos parte do mundo estamos como todos nós já sabemos construindo-o, mas o que Maturana evidência é que há uma relação de interação, onde também somos “construídos” pelo meio onde estamos inseridos. E a maneira como observamos os acontecimentos, os fatos ao nosso redor determina a forma como vivemos. Isto é se uma pessoa lamenta, reclama de tudo que lhe acontece não observando o lado positivo que cada situação vivida lhe oferece (experiência) provavelmente seu “mundo”, sua maneira de viver é insatisfatória. Uma pessoa que age desta forma é incapaz de se auto-compreender e de compreender os indivíduos que vivem a seu redor.
Nós adultos somos responsáveis autônomos pela construção de nosso próprio caminho, portanto sujeitos ativos na criação do ambiente onde vivemos.
Quando criança meu desejo maior era me tornar uma adulta. Hoje sou adulta e compreendo perfeitamente que cada fase da vida tem sua beleza, seu explendor e que saber aproveitar cada momento dela além de crescermos enquanto pessoa (conhecimento se dá no momento em que estamos interagindo com o mundo, segundo Maturana) é também fonte de juventude e de felicidade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008


Política, algo que todos nós consciente ou inconscientemente praticamos

Antes dos estudos referentes a Interdisciplina Organização e Gestão da Educação tinha um conceito muito “pobre, rudimentar” sobre política, sei que ainda preciso melhorá-lo, ampliá-lo, algo que venho construindo durante o semestre através das atividades propostas, aula presencial e das leituras realizadas.
Logo que pensava em Política relacionava este conceito como algo externo, que não tocasse intimamente em minha vida cotidiana. Hoje entendo que a Política “somos todos nós”. Já que este conceito envolve a participação social, ou seja, um ato político e que todos nós praticamos diariamente.
Dessa forma entendo que a política está presente em nosso dia a dia nas mais simples ações, como por exemplo dentro de nossa própria escola, já que como citou o professor Raimundo Helvécio Aguiar "a educação é um ato político, pois é um ato de conhecimento". Nessa perspectiva posso entendê-la como um comprometimento com a transformação da realidade da qual fazemos parte. Quando nos tornamos sujeitos críticos e ativos do processo de construção do ambiente onde vivemos, estamos sendo políticos, realidade muito diferente do que muitas pessoas ainda pensam sobre o político: “aquele que sobe nos palcos para através de suas palavras conquistar a confiança de seu eleitorado”.

Pesquisar (em seu verdadeiro sentido)

Pela primeira vez enquanto aluna estou tendo a oportunidade de realizar uma pesquisa como eu sempre sonhei: um assunto que me interessa e que foi escolhido por mim. Sem imposições, de livre escolha, de puro prazer em realizar esta atividade.
Sempre adorei fotografias, de todos os tamanhos, dos mais variados assuntos, de todas as cores e até as em preto e branco (as que mais me fascinam por trazerem consigo mistérios do passado, revelações de costumes e tradições antigas...). Tenho também muita curiosidade em descobrir como e por quem foi criada a primeira fotografia e suas evoluções químicas ao longo dos tempos. Por este e por outros motivos foi o tema escolhido para nortear o Projeto de Aprendizagens proposto pelo Seminário Integrador V. Tenho colegas que de certa forma pensam como eu, possuem curiosidades e desejos em comum, por isso formamos um grupo: Um olhar sobre a identidade de Três Cachoeiras através da fotografia. (Carine, Andréia, Liziani, Jaqueline e Cristiane)
Nosso projeto ou pesquisa está apenas começando, temos muitos caminhos à percorrer, muitos objetivos já traçados, mas já consegui extrair algo que me deixa muito feliz, satisfeita: Fascínio, curiosidade, vontade própria de descobrir, o que na minha opinião constituem a base do caminho para qualquer aprendizagem.

? ? ? ? Perguntas, muitas perguntas... ? ? ? ?

Como praticamente todos os professores também tenho o hábito de questionar, provocar curiosidades em meus alunos estimulando-os dessa forma na construção de suas aprendizagens. Fiquei surpresa com a atividade que realizei em sala de aula onde todas as crianças deveriam levantar questionamentos sobre qualquer assunto que tivessem curiosidade, muitas foram as perguntas levantadas (muito mais do que eu imaginava e dos mais variados assuntos), percebi que este é um ótimo momento para direcionar o trabalho docente de acordo com interesses e curiosidades de nosso alunos, proporcionado dessa forma prazer em aprender.
Foi justamente o que senti em nossa primeira aula presencial da disciplina Seminário Integrador V, realizada no dia 14 de agosto de 2008 no pólo do curso de Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS em Três Cachoeiras. Estimulada pelos nossos professores formulei perguntas juntamente com algumas colegas de grupo de acordo com nossas curiosidades e desejos de aprendizagens.
O que eu ainda não havia percebido é que aos poucos no decorrer de minha vida embora eu seja uma pessoa extremamente curiosa e investigativa, perdi a espontaneidade de criar questionamentos... Penso que grande parte dessa mudança se deve ao fato do processo de globalização dos conhecimentos. Temos respostas facilmente encontradas para praticamente tudo, muitas vezes elas chegam antes mesmo de formularmos nossas próprias perguntas, dessa forma nos acomodamos.
No final da atividade minha conclusão foi a seguinte: Ainda tenho muita curiosidade, muitas perguntas que não se calam dentro de min, faltava apenas dedicar um momento para pensar nelas, ter uma oportunidade como esta. A aula se tornou inesquecível, pois foi a primeira vez que participei em minha vida escolar enquanto aluna de uma atividade onde pude perguntar sobre qualquer assunto, o que no inicio gerou certo “espanto” e me deixando um pouco confusa.
Outra conclusão a que cheguei foi de que uma simples pergunta, desencadeia muitas outras perguntas. Uma dúvida gera muitas outras dúvidas. Um desejo de aprender cria muitos outros desejos de aprender... Conseqüentemente oportunidade de crescimento e amadurecimento, já que o que nos falta muitas vezes é simplesmente trocar o comodismo e a vergonha de questionar pela dedicação na arte de fazer perguntas, redescobrindo dessa forma o prazer em ampliar nossos conhecimentos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008




Lendo e refletindo sobre o texto sugerido pela interdisciplina Seminário Integrador V: Organizar o Tempo é Fundamental (Texto extraído do Guia do Aluno do PEAD), resolvi mudar minha estratégia de estudo. Reservava três horas consecutivas durante a noite para ler os textos propostos e realizar as atividades. Não tinha o habito de praticar pequenos intervalos, pois julgava não ter tempo disponível. Após o estudo do texto descrito acima e experiência realizada durante três dias, conclui que tenho o mesmo rendimento nas tarefas propostas tendo a cada hora de estudo 10 minutos de descanso. E percebi também que o cansaço “mental” que era bastante incomodo e visível durante o semestre passado diminuiu um pouco, conseqüentemente melhorando dessa forma minha capacidade de concentração, tornando meus momentos de estudos mais produtivos e menos estressantes. “Saber o momento certo de parar é respeitar a si mesmo,seu relógio biológico, essencial a saúde do corpo e da mente”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Matemática
Os estudos realizados na interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática proporcionaram-me refletir bastante sobre as estratégias que utilizo em minhas aulas. Trabalhava multiplicação, divisão, adição, frações, classificação, seriação, com alunos de pré-escolar sem perceber isto. Pois através de meus questionamentos, desafios, suposições, atividades com materiais concretos, brincadeiras (segundo Tânea Fortuna é brincando que a criança aprende)jogos ( que segundo Piaget, ajuda no desenvolvimento físico, intelectual e reforça os vínculos afetivos do ser humano com o próximo)as operações matemáticas estão presente em praticamente todos os momentos. Desde muito cedo nossas crianças têm grande capacidade de operar com estas noções matemáticas, e quanto mais cedo esse trabalho iniciar, mesmo antes de aprenderem os algarismos maiores são as vantagens, pois é principalmente nessa fase da vida que as crianças necessitam de materiais concretos, situações desafiadoras, lúdicas para então poderem elaborar estratégias, hipóteses, interiorizando além desses conceitos que matemática faz parte de nossa vida cotidiana e que pode ser aprendida na escola de forma prazerosa, longe da velha e ultrapassada idéia de que a matemática é uma das mais “temidas” entre as disciplinas escolares...

sexta-feira, 6 de junho de 2008


O ensino de Estudos Sociais

Lendo os textos: A Sociedade e a cultura, A construção da noção de espaço (Araci do Rego Antunes, Heloísa Fesch Menandro, Tomoko Iyda Paganeli) e Do acaso a Intenção em Estudos Sociais (Maria Aparecida Bergamaschi) percebi a grande importância de nós professores partirmos sempre do que nossos alunos já sabem, dos conhecimentos já adquiridos, e de exemplos da própria vida cotidiana deles, possibilitando dessa forma entenderem o ambiente que os cerca para posteriormente emergir em outras realidades, já que a sociedade é composta de grande diversidade de grupos e respectivas culturas.
No início da minha trajetória docente, cheguei a pensar que o ensino de Estudos Sociais, se constituía apenas um repasse de conteúdos pré-estabelecidos, principalmente de datas comemorativas como “Dia do Índio”, “Dia da proclamação da República”, “Tiradentes”, etc... Pois passei por esta experiência enquanto aluna das séries iniciais. Mas, aos poucos, percebi que estes conhecimentos não são tão importantes para o desenvolvimento cognitivo dos nossos alunos quanto eu imaginava , pois estes não participavam ativamente das atividades desenvolvidas envolvendo-se em reflexões, pesquisas e debates em grande grupo, apenas decoravam.
O Ensino de Estudos Sociais em minha opinião deve colaborar para que o aluno compreenda o mundo e suas transformações, oferecendo possibilidades através da analise de realidades de tornar-se um indivíduo participativo, responsável pelos seus atos no ambiente onde ele vive.
Para tanto estou valorizando a cada dia mais as atividades em grupos em minha sala de aula, buscando dessa forma que meus alunos entendam a importância do trabalho em grupo, respeitando as diferenças existentes entre seus componentes, valorizando a diversidade de pensamentos e idéias que surgem durante as atividades, aprendendo assim, desde já a respeitar opiniões e interesses que não sejam iguais aos seus. Estabelecendo desta forma outros pontos de vista, olhares de outros ângulos, afirmando assim seu próprio modo de pensar e agir. Organizo minhas aulas procurando através de meu planejamento flexível, como relata o texto “Do acaso a intenção em Estudos Sociais” de Maria Aparecida Bergamaschi deve ser todo planejamento em Estudos Sociais, como em qualquer outra disciplina, iniciando novos conteúdos sempre a partir da realidade do educando, problematizando as questões a fim de fazer meus alunos refletirem sobre realidades do próprio meio onde vivem, buscando encontrar possíveis causas dos problemas encontrados assim como possíveis soluções.

"O principal objetivo da educação é criar homens capazes de fazer coisas novas não simplesmente de repetir o que outras gerações fizeram, homens criativos, inventivos, descobridores".
Piaget



Aproveito o espaço para expor minha opinião com relação ao portfólio de aprendizagens que estamos construído durante nossa caminhada no PEAD. Acho fundamental o trabalho aqui realizado, pois nesse momento, quero dizer o instante que paramos para analisar nossos aprendizagens em cada atividade realizada, em cada texto lido, cada experiência vivida para mim é o momento em que nos damos conta do quanto estamos crescendo pessoalmente e profissionalmente. Quanto mais aprendemos, mais sentimos a necessidade de aprender mais!!!
Auto-avaliação
Através da realização de meu plano individual de estudos percebi o quanto é difícil realizarmos uma auto-avaliação. Pensar sobre si mesmo exige rever nossas próprias atitudes e repensar nossos objetivos e metas para alcança-los.
Em minha opinião foi uma atividade muito válida, pois se organizamos todos os dias nossos planejamentos escolares e nossas atividades pessoais, também é de suma importância que organizemos nossos objetivos enquanto alunos. É uma forma de perceber onde encontramos dificuldades e refletirmos sobre as possíveis ações para saná-las.
Fui bem objetiva, simples e prática em meu plano de estudos, pois qualquer pessoa que sonha com uma realidade melhor para toda uma sociedade, deve antes de mais nada começar a mudança por si mesmo... Talvez não seja possível mudar o mundo de uma só vez com nossas atitudes, mas não devemos esquecer que ele é composto de minúsculas partículas e que cada um de nós representa uma delas...