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sexta-feira, 29 de maio de 2009




Método Clinico Piagetiano

Através da realização da prova Conservação da massa (quantidades contínuas) com uma criança de 6 anos e 10 meses percebi através de suas respostas que Henrique (nome fictício) detém características do estágio Operatório-concreto, como: capacidade de reversibilidade, noção de conservação física de substância e capacidade de imaginar situações prevendo o que irá acontecer (simbolismo). Cito como exemplo um trecho da entrevista realizada:
- O que acontecerá se fizermos novamente a bolinha, teremos a mesma quantidade de massa ou não?
Resposta de Henrique:
-Teremos a mesma quantidade, porque no começo elas eram iguais. A menor que é a salsicha, se a gente amassar ela vira bola e fica do mesmo tamanho.),
Assim como nos relata o texto “Epistemologia Genética e Construção do Conhecimento de Tânia Beatriz Iwaszko Marques para Piaget (1983, p.236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. Também percebo este fato observando que Henrique possui ainda características do estágio anterior o Estágio Pré-operatório, principalmente quando deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos. Fato este que posso perceber em algumas de suas respostas como, por exemplo:
“-A bola é bem maior, mas tem a mesma quantidade de massa que a salsicha.”
Esta resposta demonstra que ele ainda de certa forma deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos, característico do Estágio Pré-operatório que antecede o estagio citado acima.
Através de experiências como esta acredito que meu entendimento sobre os textos lidos relacionados ao método clinico de Piaget ficaram mais claros, assim como observei que uma criança pode apresentar características de mais de um estágio, como no exemplo citado acima.

"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas."
Jean Piaget (disponível em http://www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net/index_arquivos/Page756.htm).
Educação especial



Através do texto: Sessão Especial - Políticas de Melhoria da Escola Pública para Todos: Tensões Atuais, escrito pela professora Doutora Rosângela Gavioli Prieto (Disponível em: www.educacaoonline.pro.br) pensei ser interessante refletir também sobre quem são as crianças consideradas com necessidades educacionais especiais, segue um trecho do texto citado acima:
... a ação da educação especial amplia-se, passando a abranger não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica...
O que me chamou a atenção nesta citação é com relação às crianças portadoras de necessidades educacionais especiais que não apresentam nenhuma causa orgânica específica. Questionei-me então:
Será que o processo de inclusão tão debatido nas escolas atualmente também trata de abranger estas crianças? Ou talvez por tratar-se de crianças aparentemente “normais” são muitas vezes desprovidas de atendimento especializado quando necessitam em muitos casos tanto quanto as outras crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências?

Filme o Clube do Imperador



Assistindo o filme “O clube do imperador” bem como realizando a atividade solicitada pela interdisciplina Filosofia da Educação sobre o mesmo, pude observar as atitudes do professor Willian Hundert, onde ele tenta moldar a personalidade de seus alunos usando em suas aulas os bons exemplos dos personagens históricos da cultura greco-romana.
Este drama retrata bem o espaço da sala de aula tradicional organizada por um professor que ainda possuí em sua ideologia a idéia de que é possível tratar seus alunos como “pequenos robôs” que saem da escola moldados de acordo com princípios éticos morais na qual a sociedade necessita no momento.
O que me deixa surpresa no filme refere-se às atitudes deste professor, pois de inicio parecia aplicar sua “doutrina” baseado em princípios ligados diretamente aos bons exemplos. Homem honesto, de caráter puro e singelo, Hundert passa por muitos conflitos morais depois que recebe em sua sala de aula o filho de um senador milionário, um dos maiores financiadores da escola: Sedgewick Bell.
O professor Willian Hundert enfrenta o arrogante Bell, acreditando que poderia mudar seu caráter, deposita nele toda sua confiança e após algum tempo observa grandes progressos neste aluno.
Posteriormente, em uma das cenas mais marcantes em meu ponto de vista acontece na escola o concurso “Senhor Julio Cesar”. Analisando os trabalhos de seus alunos para a classificação de três finalistas o professor Willian Hundert, percebe que Sedgewick Bell fica em quarto lugar, sendo obviamente desclassificado. Mas o professor resolve alterar esta classificação e coloca-o na final, ignorando o aluno que teria o mérito do terceiro lugar. Neste momento percebi que o professor vive um grande conflito moral, pois conclui que Bell apresenta notáveis melhoras comprovadas através de seu esforço nos estudos dos conteúdos e grandes mudanças comportamentais, portanto, também merece ser classificado e resolve assim torná-lo finalista.
Mas o preço para tanto esbarra em sua conduta moral como pessoa e como professor, utiliza-se dessa forma em minha opinião de mecanismos incorretos, pondo em questão sua honestidade, ética profissional e desviando-se de seu caráter puro e singelo. Fico imaginando que sentido teria neste momento para este homem a frase que tanto gosta de falar a seus alunos: "O caráter de um homem é o seu destino". Não estaria ele comprometendo seu destino ao forjar a classificação de Bell?
Atitude que considero extremamente incorreta, pois, se utilizou de interesses pessoais como a aproximação com Bell e seu pai um famoso senador para tomar sua decisão.
Nós professores jamais devemos esquecer que somos espelhos aos olhos de nossos alunos, por isso partir do bom exemplo é uma das melhores “metodologias” de ensino.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mundo imaginário

Assistindo o vídeo oferecido pela interdisciplina Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais (disponível em http://www.youtube.com/watch?v=RN7WMDSdQKI) passei algum tempo imaginado como seria o meu dia-a-dia se eu vivesse neste mundo criado especialmente para pessoas com necessidades especiais. Confesso que senti-me um tanto egocêntrica por nunca ter imaginado tal ambiente. Pois esta situação é realidade para as pessoas deficientes. Elas vivem em um mundo preparado especialmente para as pessoas ditas “normais”.
A partir deste novo ponto de vista que estabeleci passei a entender melhor as dificuldades que um portador de deficiência enfrenta. Um simples subir de escadas ou passar por uma porta estreita que aos nossos olhos nos parece tão acessível, para um deficiente físico, por exemplo, pode significar um grande obstáculo.
Por falar em deficiente físico lembrei-me de um fato ocorrido em uma das escolas onde estou inserida. Um menino de 8 anos de idade que freqüentava o barzinho de uma escola várias vezes por mês era deixado pela sua professora na porta da cantina de onde fazia seus pedidos. Certo dia, perguntei a ele se gostaria de entrar, logo com sua espontaneidade que encanta os que o rodeiam me respondeu que sim. Com dificuldade, pois no lugar não há rampa de acesso consegui subir sua cadeira de rodas...
Tiago (nome fictício) ficou encantado ao perceber que entrando no barzinho podia ENXERGAR tudo que havia lá dentro. Com esforço ergueu-se em sua cadeira apoiando os braços sobre ela para ver o que havia atrás do balcão. Deste dia em diante cada vez que Tiago quer ir até a cantina logo me pede para ajudá-lo a entrar.
“Além suas limitações físicas que o impedem de andar, Tiago se tornava sem entrar na cantina metaforicamente falando um deficiente visual.”
Este acontecimento me fez refletir:
Quantas vezes a super proteção ou até mesmo o descaso com as pessoas portadoras de necessidades especiais as tornam ainda mais “deficientes” do que realmente são?

quarta-feira, 22 de abril de 2009


Inclusão


Lendo os textos propostos pela interdisciplina de Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, participando do fórum "Educação Especial: histórias e políticas", assim como participando da primeira aula presencial da interdisciplina acima referida pude constatar que uma das principais dificuldades encontradas pelas famílias de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais ainda é conseguir vagas para seus filhos em escolas regulares, embora este seja um direito garantido por lei, como podemos claramente observar na RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 2, de 11 de Fevereiro de 2001.(*):
Art. 2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às
escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma
educação de qualidade para todos.
Mas a realidade descrita por mães no vídeo "Aspéctos legais e orientação pedagógica" (disponível em http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/necessidades_especiais/aspectos%20legais%20e%) é chocante. Seus filhos são freqüentemente discriminados em escolas de ensino regular, através de argumentações de que as escolas não estão preparadas para atender as necessidades de crianças especiais. Isso acontece como se a criança portadora de necessidades especiais fosse obrigada a provar que tem capacidade de freqüentar esta ou aquela escola.
Outra questão que me chamou a atenção nas entrevistas que assisti no vídeo referido acima, está relacionado ao atendimento que muitas pessoas possuem sobre o atendimento educacional especializado: ele não é reforço escolar, as aulas preparadas no intuito de possibilitar ao educando a se auto-conhecer, aprender a lidar consigo mesmo, saber por age de determinada forma, dessa forma o atendimento educacional especializado visa promover a independência do aluno.
Outro fator bastante freqüente nas escolas de ensino regular é o entendimento de alguns professores de que o aluno com necessidades especiais que freqüenta fonoaudiólogo, psicólogo, ou seja, recebe atendimento clinico, por exemplo, já está recebendo todo o auxilio necessário, mas na maioria das vezes este mesmo aluno precisa também de atendimento educacional especializado, onde com o trabalho desenvolvido procura motivar o aluno a conquistar seus conhecimentos.
Para finalizar gostaria de salientar minha aflição com relação aos cuidados excessivos por parte de alguns pais de crianças portadoras de necessidade especiais, muitos acabam por fazer quase tudo pela criança, gerando assim forte dependência. Em minha experiência como educadora sempre que esta situação se repete procuro conversar bastante com os pais, incentivando-os para que acreditem nas potencialidades de seus filhos e possibilite maior independência deixando as crianças realizarem atividades do cotidiano sozinhas, como por exemplo, alimentar-se, trocar a roupa... Enfim atividades que na maioria das vezes elas possuem condições de realizar sozinhas, aumentando assim sua auto-estima, o que considero fundamental no processo de aprendizagem.
Minha ancestralidade, eu e o outro
Através de nossa primeira aula presencial da interdisciplina de Questões Étnico-raciais na Educação Sociologia e História e das primeiras leituras realizadas, principalmente do texto: EM BUSCA DE UMA ANCESTRALIDADE BRASILEIRA de Daniel Mundurucu. Refleti sobre minha própria identidade, tentando responder uma pergunta que de início parece tão fácil:
-Quem realmente sou eu? Mas que me fez mergulhar em uma ancestralidade confesso que por vezes, esquecida adormecida pelo tempo. Na construção de minha galeria de fotos, disponível em https://www.ead.ufrgs.br/rooda/webfolio/abrirArquivo.php/Usuarios/16469/Disciplinas/9297/Atividade_1_letra_b_Liziani_Evaldt.ppt percebi que trago marcas de minha personalidade assim como características físicas herdadas de meus antepassados na qual nunca havia parado para observar. Penso ser este o primeiro passo para nos conhecermos, sabermos de nossas origens.
Desde que nascemos carregamos conosco características de nossos familiares e na medida em que crescemos a convivência em família fortalece ainda mais tais semelhanças.




Esta atividade também me proporcionou refletir sobre os valores hoje tão dispersos em luxurias e detalhes, quando me deparei com a foto do casamento de minha tia, onde também se encontram meus bisavós maternos a mais de 50 anos atrás, onde a festa era realizada na casa da noiva, ao ar livre sem qualquer decoração sofisticada ou cara, o que não torna o momento menos significativo, ao contrário aproxima as famílias enfatizando que o mais importante é estarmos unidos, preservando nossos costumes e tradições, cultivando nossas raízes e fortalecendo dessa forma nosso conhecimento sobre si próprio.


Também parei para refletir sobre as pessoas que fazem parte de minha vida, mas que não são meus familiares, como amigos, conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho ou de aula, com elas aprendo cada dia mais a respeitar a individualidade de cada ser humano, pois para ser feliz ou amar alguém não é necessário que as pessoas que nos rodeiam sejam idênticas a nós, apenas que haja respeito entre as diferenças!
Relatório do PAs dos colegas

Analisando o Projeto de Aprendizagem: Comendo e aprendendo das colegas: Catiane Cardoso Vargas, Deise Hahn Monteiro, Gislaine Cardoso Aguiar e Tanara Justo Mengue percebi que assim como o grupo do PA na qual participei (Um novo olhar sobre a identidade de Três Cachoeiras) também encontraram algumas dificuldades muito semelhantes as nossas. As principais que identifiquei foi com relação a construção das certezas e dúvidas e o mapa conceitual. Como nos disse a professora Eliana Venturini em uma de nossas aulas presenciais do Seminário Integrador V:
-Os projetos de aprendizagem são assim... É um fazer e refazer constante.
Esse fazer e refazer que tanto preocupou nosso grupo também fez parte da maioria dos grupos formados por meus colegas. Também percebi que para quem esta de fora é mais fácil encontrar os caminhos que poderiam ou deveriam ser seguidos para melhor andamento do trabalho. Porém ao realizar esta critica construtiva, ou seja, meu relato sobre o trabalho das colegas, senti o quanto é difícil o papel de orientador de um projeto de aprendizagem. Parabenizo a professora Eliana Venturini que nos acompanhou durante todo o semestre passado, sei que não foi fácil abrir nossos olhos com relação ao andamento de nosso projeto, mas o fez de tal maneira que conseguimos chegar a um consenso e programar uma pesquisa em seu verdadeiro sentido, do contrário teríamos nos retido a questões que seriam facilmente respondidas com uma simples pesquisa em documentos, sites etc.
Enfim o que aprendi nesta realização do relatório me fez refletir sobe o papel que nos docentes devemos realmente seguir: o de professor questionador, desafiador do processo de aprendizagem, não o de transmissor de conhecimentos como posso claramente observar no texto : Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos de Fernando Becker oferecido pela interdisciplina de Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da psicologia II, onde o mesmo relata a Pedagogia Diretiva, na qual o professor acredita que os conhecimentos possam se transmitidos ao aluno e ele próprio é o detentor do saber.
Já o papel de questionador, desafiador do processo de aprendizagem na qual me referi se assemelha a pedagogia relacional, onde o professor orienta o processo de aprendizagem, problematizando situações, indagando, criando novas dúvidas, nos fazendo procurar novas soluções para os problemas encontrados.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Através das leituras e participação no fórum proposto pela interdisciplina de Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, tenho percebido que nós professores ainda possuímos muitas dúvidas no que se refere a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas regulares.
Uma das principais questões debatidas no fórum é com relação à falta de preparação e disponibilidade de alguns professores em aceitar a inclusão destas crianças dentro de sua sala de aula, tornando a inclusão muitas vezes uma exclusão ou em muitos casos encaminhando alunos para entidades educacionais especiais sem que haja necessidade, demonstrando assim claramente seu desinteresse em ter estes alunos dentro de seu ambiente de trabalho.Pelas experiências que já tive com alunos portadores de necessidades especiais cheguei a conclusão de que em muitos casos estes alunos realmente precisam de apoio em uma escola especializada, mas que é de suma importância que este mesmo aluno freqüente também a escola regular, pois em um ambiente onde seus colegas estão em crescente desenvolvimento, aumentando assim sua auto-estima e autonomia, entendo que esta busca dentro da sala de aula estimula muito o aluno portador de deficiência a também buscar sua autonomia aumentando assim sua auto-estima e tornado mais evidente seu crescimento. Relato em meu dossiê de inclusão uma das experiências que me fazem pensar deste modo. Acesse no seguinte link: http://dociedeinclusaolizianievaldt.pbwiki.com/FrontPage

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Já há algum tempo estamos trabalhando com a importância da argumentação em nossas atividades. Mas foi lendo e refletindo sobre o texto: “O que é argumento?” (Oferecido pela interdisciplina de Filosofia da Educação, disponível em aulas https://www.ead.ufrgs.br/rooda/rooda.php ), que aprimorei meu conceito sobre argumento. Tinha inicialmente, a idéia de que para uma boa argumentação seria suficiente explicitar minhas opiniões, enfim, explicar o porquê de defender ou contrariar determinada idéia. Hoje, sei que devo utilizar-me de algo mais... Ou seja, preciso além de justificar e defender minha opinião, tentar convencer alguém, dar razões para que essa pessoa concorde comigo. Aprendi também que todo argumento é composto de uma conclusão (aquilo que se quer justificar) e de premissa(s) (aquilo que justifica a conclusão). Exemplo: Ontem trabalhei o dia inteiro (premissa 1) e estudei até tarde da noite (premissa 2), por isso hoje estou muito cansada .(conclusão)
Aprendi também que quando formalizamos um argumento sempre escrevemos a(s) premissa(s) em primeiro lugar. Algo que eu não costumava fazer, quase sempre usava primeiro a conclusão e depois a justificativa. De hoje em diante tentarei mudar minha forma de argumentar, utilizando-me dos novos conhecimentos que adquiri.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


Constituições Federais!

Construímos em grupo a partir de uma atividade solicitada pela interdisciplina de Organização e Gestão da Educação uma linha do tempo explicitando aspectos sobre a organização nacional do ensino em uma perspectiva histórica, contemplando temas como: contexto sociopolítico e econômico; obrigatoriedade do Estado na manutenção e expansão do ensino público; gratuidade do ensino público; vinculação de recursos; forma de ingresso dos professores no magistério público de acordo com as Constituições Federais de 1934, 1937, 1946, 1967, 1988.
Considerei atividade muito importante pois, ao longo do empo a educação brasileira vem sendo edificada e transformada conforme também com nossa sociedade. Conhecer esse processo de construção possibilitou-me observar que nos últimos anos houve grandes avanços na A cada elaboração de uma nova Constituição no Brasil a escola pública foi tornando-se cada vez mais democrática.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Plano Individual de Estudos

Mais um semestre está chegando ao final. É hora de realizar uma auto- avaliação sobre minhas aprendizagens. Pensar sobre si mesmo é algo que considero tarefa difícil, é sempre mais fácil enxergarmos os erros ou defeitos das outras pessoas do que os nossos próprios.
No entanto sinto necessidade de visualizar as evidências do que aprendi, de tornar concreto, afinal aprender é meu maior objetivo como aluna do PEAD.
No semestre passado estipulei meus próprios objetivos de aprendizagem em meu Plano Individual de Estudos, cito abaixo alguns deles:
-Melhorar a construção de textos propostos pelas interdisciplinas usando linguagem mais adequada aos padrões de língua e escrita.
-Construir novas formas de pensar, de agir ou reforçar as que tenho através das reflexões proporcionadas pelos textos, experiências e atividades que realizo no curso.
-Organizar meu tempo a fim de que eu disponha de uma hora a mais por semana para dedicar-me aos estudos de textos e construção das atividades propostas pelas interdisciplinas.
-Aprofundar os conhecimentos adquiridos através de atividades realizadas durante o semestre lendo todos os textos complementares ou de outras fontes que considerar proveitosas.
-Continuar cumprindo os prazos de entrega das atividades propostas durante o semestre.
-Aprofundar meus conhecimentos com relação as ferramentas tecnológicas utilizadas na realização dos trabalhos propostos...
Fui bem objetiva e simples em meu Plano Individual de Estudos, sonho com uma realidade melhor para toda a sociedade, mas tenho consciência de que toda mudança deve começar por nós mesmos.
Para cada objetivo proposto, realizei ações que ao meu ponto de vista me auxiliam na concretização dessas metas. Estou feliz por perceber que algumas destas dificuldades já foram sanadas, como por exemplo a organização do tempo, disponho agora de mais horas dedicadas aos estudos por semana, já que exclui de minhas atividades diárias tarefas como assistir TV (novela das 8) e fazer compras o mercado, reservei os sábados para grande parte dos afazeres domésticos que antes realizava durante a semana... Com essas horas extras de estudo estou conseguindo postar minhas atividades em dia, (com exceção de uma atividade, que postei com dois dias de atraso e fui prejudicada no conceito, pois imprevistos acontecem, por mais cautelosos que costumamos ser...).
Complementei os conhecimentos adquiridos durante o semestre lendo alguns textos opcionais como “o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova”, Planejamento e Prática da Gestão Escolar de Mariângela Bairros, Concepções sobre a profissão docente de Elena Mª Billig Mello, entre outros. Senti em muitos casos a necessidade de complementar as informações que os textos obrigatórios me transmitiam, de saber mais sobre o assunto para então construir meu próprio texto.
Aprofundei meus conhecimentos em relação as ferramentas tecnológicas, aprendi a construir uma linha do tempo no programa x time line, construí um mapa conceitual no programa Cmap tools, fiz slides sozinha e descobri outras ferramentas dentro deste programa que eu ainda não conhecia, agora estou aprendendo a usar o editor de texto versão 2007, também já descobri
muita coisa e tenho ainda muito o que aprender sobre todos essas ferramentas tecnológicas.
Na construção de textos procurei melhorar a estruturação de frases e usar vocabulário mais adequado aos padrões da língua escrita, para tanto estou lendo mais e reformulei alguns de meus trabalhos durante o semestre.
Não alcancei plenamente os objetivos que propus (alguns são conquistados a longo prazo), mas estou a caminho, melhorando um pouquinho a cada dia, superando cada dificuldade passo-a-passo com muita força de vontade e determinação...
“Tudo tem seu preço, e quanto mais caro e mais esforços nos custar, maior é o prazer e a valorização da conquista”.

Currículo
A partir da análise realizada através do texto “Organização Curricular da Escola” de Maria Beatriz Gomes da Silva, onde a mesma afirma que “O Currículo é o coração da escola” refleti sobre o significado desta citação.
Também concordo com a afirmação acima, pois é por dentro dele (do currículo)que se enraízam todas as ações educacionais, e acrescento ainda que além de ser o coração é também o “cérebro” pois é através dele que a escola “pensa” e conseqüente se organiza para alcançar seus objetivos!
Pra tanto é importante que o Currículo seja freqüentemente reavaliado e ajustado a realidade social de cada instituição escolar, atividade esta desenvolvida na escola onde atuo através de reuniões com a comunidade escolar.
Nossa organização curricular é seriada, mas não condiz com a pedagogia tradicional exposta no texto referido acima. Nossa comunidade escolar vem deixando de lado a “prisão” aos velhos hábitos e nossa organização curricular seriada pouco se difere do regime ciclado, apenas no que diz respeito à organização dos conteúdos, que mesmo sendo trabalhados de forma interdisciplinar ainda apresentam-se divididos em períodos anuais. Entretanto a forma como tais conteúdos estão sendo trabalhados assemelham-se ao do regime ciclado, considerando o ritmo de aprendizagem de cada aluno, a interação entre sujeito/objeto de conhecimento, construção de autonomia, sua realidade social, o conhecimento como processo em permanente construção, possibilitando a intervenção direta no processo de ensino/aprendizagem e a avaliação como prática diagnóstica contínua não apenas como “produto final”, uma prática classificatória.
tag org.

Ser adulto...

Participando das atividades propostas pela Interdisciplina Psicologia da Vida Adulta refleti sobre minhas considerações sobre o que é ser adulto. Percebi que como a maioria de meus colegas a usei para tentar conceituar adulto a palavra responsabilidade. Além disso, concluí de que para ser adulto não basta ter idade, e sim maturidade suficiente para estabelecer relações equilibradas consigo mesmo, com o outro e com o mundo.
Segundo a lei ao completar 18 anos todas as pessoas se tornam adultas. Entretanto isso não significa que um indivíduo vai dormir hoje sendo adolescente e vai acordar amanhã adulto...As pessoas tornam-se adultas independente da idade, mas sim de sua interação com o meio, da influência da sociedade onde vive, de experiências que marcam sua vida,... adquirindo aos poucos com o passar do tempo maturidade suficiente para assumir responsabilidades e tomar decisões conscientes.

Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar

Através da leitura do texto: Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico: Espaço para a construção de uma escola pública de Maria Beatriz Gomes e Mariângela Bairros, proposto pela Interdisciplina Organização do Ensino Fundamental compreendi melhor as relações de interdependência existentes entre o Regimento Escolar e o PPP.
Documento elaborado pela comunidade escolar o PPP, ainda que sob “leis maiores” que regem o ensino, revela a autonomia da escola. Nele são estabelecidos conceitos, tais como: avaliação, concepção de homem, conhecimento e currículo. Assim como a escola almejada e os caminhos que devem ser percorridos para que tais objetivos sejam alcançados.
Contempla um processo que vai além das exigências burocráticas da instituição educacional, pois o Projeto Político Pedagógico representa uma ação intencional, de todos os seguimentos escolares com base em sua própria realidade social. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sócio – político, retratando interesses da comunidade escolar.
Mas para que o PPP seja bem fundamentado e elaborado, é necessário que a comunidade escolar se organize, estipule normas comuns à todos em um documento na qual denominamos: Regimento Escolar.
Nas palavras de Caldieraro (2006, p.28):
“Regimento Escolar é o documento originado do Projeto Pedagógico que disciplina a vida escolar”.
Nesse contexto, o Regimento Escolar é de suma importância pois, enquanto normatiza as intenções, o planejamento e as ações de cada escola, também estabelece suas regras de funcionamento, delimita níveis de competência para os funcionários que atuam na escola, classifica direitos e deveres de professores, alunos e direção.
Desta forma observa-se que o Regimento Escolar e o PPP são interdependentes, por isso é muito importante que ambos sejam coerentes entre si. Juntos são ponto de partida para a construção de uma escola verdadeiramente democrática.
Bernard Charlot no texto Projeto Político e Projeto Pedagógico afirma:
“Não será por milagre que se mudará a escola, por um toque de varinha mágica”...
É necessário o empenho e a organização de toda a comunidade escolar, na construção do PPP e Regimento escolar, pois somente com o planejamento do ensino baseado na realidade social e com a participação todos, isto é a escola entendida como um espaço público, pode-se dizer que a mesma caminha rumo ao processo de democratização do ensino.
Sinto-me feliz e satisfeita por fazer parte de uma instituição educacional onde o processo de construção do Projeto Político Pedagógico e Regimento escolar é realizado com a a participação de toda a comunidade escolar, sob a garantia da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ( n° 9394/1996) de forma autónoma e com base na gestão democrática, levando sempre em consideração o diagnóstico sobre a realidade social. Assumindo assim, a responsabilidade de atuar na transformação social, pois consideramos que o sujeito se constrói num processo contínuo, interagindo com o meio onde vive, é um ser inacabado que constrói a realidade e por essa é construído.
Estamos aos poucos transpondo para a prática educativa de nossa escola o que estabelecemos em nossos documentos, pois somos conscientes de que o planejamento é importante , representa o que “sonhamos” para nossa escola, mas são das ações concretas que se constrói a escola almejada.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Aprendizagem na vida adulta
Acredito que nós enquanto adultos como as crianças também estamos em constante processo de aprendizagem. Este se dá por meio da interação que estabelecemos com o ambiente onde vivemos, através de nossa próprias experiências, seguindo gradativamente (caráter interativo) e suscetivamente etapas ou períodos, segundo Piaget, como nos afirma o texto: Aprendizagem na vida adulta de Tania Beatriz Iwaszko Marques. Pensando dessa forma o que eu “sei hoje” serve de base para futuras aprendizagens, conquistas, assim como o que “aprendo hoje” teve sua base apoiada em conhecimentos adquiridos anteriormente.Entretanto o aprendizagem depende não apenas relações com o objeto a ser conhecido, é necessário levarmos em consideração o ritmo de aprendizagem de cada indivíduo. Como professora procuro conhecer meus alunos, principalmente através de questionamentos e me colocando em “seu lugar”, tentando compreender suas dúvidas e o caminho que os levou a pensar de tal maneira. Assim entendendo que cada um tem seu próprio ritmo de aprendizagem, sua bagagem cultural, fica mais fácil entender o porquê de que nem todos aprendem as mesmas coisas na mesma idade ou da mesma forma.Tomando minha própria aprendizagem como ponto de referência posso afirmar que eu me encontro na fase operatório-formal segundo Piaget, no texto acima referido, pois aprendo interagindo com o objeto a ser conhecido, experimentando, criando hipóteses, pensando sobre minha própria forma de pensar... e não apenas ouvindo alguém como posso observar na forma de ensino tradicional, um simples repasse de informações...Referência bibliográfica:IWASZKO MARQUES, Tânia Beatriz. Aprendizagem na vida adulta.